NOVO DECRETO – Coren acusa governo, arcebispo mantém percentual nas missas e médico “detona” Marcos Rocha

PORTO VELHO – O decreto do governador Marcos Rocha, estabelecendo possibilidade de realização de evento com até 999 pessoas se transformou não apenas num sinal de alerta máximo para a multiplicação de casos de covid 19, com idem aumento de mortes, como também acusações de ação fora do bom senso.

O primeiro órgão a se manifestar foi o Conselho Regional de Enfermagem, que em nota pública, conforme publicada neste site, classificou o ato de Marcos Rocha como “vergonhoso que uma gestão de Estado não dê a mínima importância para todas essas questões e resolva jogar toda a responsabilidade para as prefeituras”.

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O Coren chega a comparar o governador com Pilatos: “com uma campanha lenta de imunização na maior parte das cidades, considerando principalmente a capital como a que mais registra casos de contaminação e mortes pelo vírus, o governo resolveu “lavar as mãos” para a saúde pública”.

A reação também veio da religião: o arcebispo dom Roque Palosh, que estava em visita pastoral ao município de Alto Paraíso, mesmo dizendo que não conhecia ainda o decreto, garantiu que as igrejas de sua arquidiocese não abrirão as portas como se fosse em tempo de normalidade.

“Vamos manter aquilo que vinha sendo mantido. Apesar de todo respeito que tenho pelo governador”, frisou o arcebispo, lembrando também ser necessário “ter um pouco mais de calma”.

HIRAN GALLO

Outro que criticou, e de forma bem dura, a decisão de Marcos Rocha foi o médico Hiran Gallo, dirigente do Conselho Federal de Medicina. “Mil pessoas aglomeradas não vai dar boa coisa. Só se pode acreditar nisso quando tivermos “imunização de rebanho” com pelo menos 50% da população imunizada”.

Para o tesoureiro do CFM, “ao autorizar o decreto o governador joga fora tudo que vem sendo feito até agora. Não é momento de fazer isso. Na realidade é uma afronta à uma causa médica vivendo em plena epidemia com muito poucas pessoas vacinadas”

Hiran lembrou que o próprio secretário estadual e Saúde defendeu que antes de liberar deve ser feita a “imunização de rebanho”, lembrando o exemplo da recente reunião do Conselho Federal de Medicina, quando só metade dos conselheiros participaram e, assim mesmo, todos já testados e imunizados.

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