
PORTO VELHO – Aos poucos, o brasileiro vai se acostumando com os meses temáticos para dar um pouco mais de atenção à saúde. Estamos em pleno Novembro Azul e é a vez dos homens atentarem para o câncer de próstata, o segundo câncer causador de mortes em pacientes brasileiros. A doença nem sempre apresenta sintomas e o público de risco são homens a partir dos 50 ou 55 anos, que apresentem histórico familiar de câncer de próstata e etnia negra. O sedentarismo e a obesidade também podem contribuir para o risco da doença.
A exposição a agentes químicos na vida profissional, também devem ser levados em conta.
Instituído em 2011, o programa tem como meta alertar sobre a importância do diagnóstico precoce do câncer de próstata, mas traz consigo algumas contradições, se podemos assim chamar. Nem todas as instituições envolvidas em pesquisas e tratamentos concordam com o rastreamento da doença, que inclui o exame de sangue identificado como Antígeno Prostático Específico (PSA), que mede o nível de proteína no sangue e que em casos positivos pode estar elevado. O outro é o toque retal, que permite ao médico a percepção de alterações na próstata.

Alguns setores entendem que estes exames não devem ser adotados como exames de rotina, sob a alegação de que não há evidências científicas que sustentem que o rastreamento traga mais benefícios do que riscos. Entre estes estão o Ministério da Saúde, o Instituto Nacional do Câncer (Inca) e a Organização Mundial de Saúde. Neste caso, o rastreamento fica a critério do próprio paciente, que deve sempre discutir os prós e contra com o médico que o acompanha.
Para sustentar a tese do não rastreamento, a alegação é que os testes podem levar a resultados falsos positivos e acarretar tratamentos desnecessários e efeitos colaterais indesejados. Ou mesmo diagnosticar casos positivos, mas de baixo risco, para o qual o tratamento não precise ser imediato.
Entidades como a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), Sociedade Brasileira de Oncologia (SBOC) e a Sociedade Brasileira de Radioterapia (SBRT), recomendam que sejam adotadas estratégias para a informação do público, a fim de que todos fiquem em alerta quanto a possíveis sinais do câncer de próstata, apesar de nem sempre existir sinais evidentes.
Mas afinal, o que é o câncer de próstata? É um tumor maligno que se desenvolve na glândula prostática, localizada abaixo da bexiga e ao redor da uretra. É uma doença muitas vezes assintomática, mas que pode dar sinais simples como a dificuldade para urinar, necessidade de urinar com frequência, inclusive à noite. A presença de sangue no esperma, dor na região pélvica, nas costas e nos ossos também devem ser observadas e relatadas nas consultas médicas.
Dia 17 de novembro foi instituído o Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, uma data sugestiva para que os homens agendem uma consulta médica, especialmente se fizerem parte dos grupos de risco ou sentirem sintomas desconfortáveis em regiões ligadas a bexiga e uretra, por exemplo.
*É jornalista









