PORTO VELHO – “Azul, nosso céu é sempre azul”, diz trecho da letra do hino de Rondônia, entoado com entusiasmo pelos que amam esta terra, demonstrando que o autor da letra do hino, jamais imaginou que quatro décadas depois esse trecho da letra não diz mais respeito à Rondônia. Pelo menos nos meses de julho, agosto e setembro, quando os incendiários transformam os céus de Rondônia em um imenso balão de fumaça e cheiro de destruição da floresta.
Quando o assunto é combate às queimadas, já se viu que só com conversa, diálogo, orientação, pedido de clemência, compreensão, respeito à vida dos outros, nada disso adianta. Multas também não resolvem nada, porque na maioria dos casos, elas jamais serão pagas.

Então, há que se radicalizar contra os irresponsáveis, que fazem de conta que a vida dos outros não tem valor algum, como valor nenhum dão às suas próprias vidas. Cadeia neles! Enquanto não colocar na cadeia pelo menos umas duas dúzias destes inconsequentes devastadores, não haverá solução para as queimadas que assolam Porto Velho e toda Rondônia.
Com um dia pior que o outro e o ar da capital tenebrosamente quase irrespirável, a letra do nosso hino vai-se esmaecendo na poesia.

Nada a ver com a realidade de um Estado coberto por fumaça, por uma Capital cercada pelo fogo e a cada 24 horas vendo os focos de incêndio se multiplicarem. Crianças e idosos são os que mais sofrem, assim como pessoas de todas as idades que já têm problemas respiratórios.
O hospital infantil Cosme e Damião está lotado de crianças, sofrendo as consequências causados pela fumaça, incluindo-se aí, casos bastante graves. Como acabar com isso?
Repercusão
Na última segunda-feira, o expressaorondonia reproduziu um artigo do jornalista Montezuma Cruz, então correspondente da Folha de São Paulo nesta paragens, lembrando que lá em meados da década de 1970 o ainda território federal de Rondônia já se debatia com o problema do fornecimento da energia elétrica e culpava a Petrobras, que não queria mais vender óleo diesel sem pagamento à vista.

O internauta Marlúcio Emídio, leitor do site enviou o seguinte comentário: “bela matéria publicada aqui no site, falando dos apagões que existia na cidade devido a falta combustível para alimentar as usinas da cidade. Sou natural de Manaus, mas fui criado em Porto Velho, de um família de dez irmãos e somente dois nascidos em Manaus. Voltamos pra cá e 1964. Não existia esse calor escaldante, tanto é quase ninguém tinha ventilador porque era artigo de luxo e poucos podiam comprar. Então esse calor que você cita não existia. Abraço grande jornalista e amigo Carlos Araújo”.









