
PORTO VELHO – Em Manaus, diz a lenda – ou seriam os poetas? – ter sido um “anjo bêbado” que traçou a linha do mais famoso encontro das águas do mundo, quando o escuro Rio Negro se encontra com o barrento Rio Solimões e formam o Rio Amazonas.
Já na distribuição de placas de trânsito sob responsabilidade da prefeitura portovelhense, eu nem preciso ir longe de casa, aqui no Bairro Embratel, para verificar que algo de irreal está passando na cabeça do responsável por esse serviço, essencial e que, por isso mesmo, deve ou deveria ser bem-feito.

Há quase um mês, a prefeitura corrigiu um erro que irritava condutores de veículos na região do tradicional Campo do 13. Até então, quem fosse entrar na Duque de Caxias, vindo pela Pinheiro Machado, não podia pegar à direita na Rua Uruguai.

O jeito era seguir em frente até a Buenos Aires, à direita na Carlos Gomes, à esquerda na Uruguai e, depois de 400 desnecessários metros, entrar na Duque. Com a mudança o acesso de quem, vindo pela Pìnheiro Machado e quer pegar a Duque, é só entrar à direita no cruzamento da Pinheiro com a Uruguai.
Mas a prefeitura não sinalizou lembrando aos motoristas que podem fazer o novo percurso, uns 90 metros. O certo seria botar na esquina uma placa daquelas que dizem ao condutor que ele pode ou não pode botar o carro ali. Na esquina da Pìnheiro com a Uruguai inexiste a sinalização.

As placas sem padrão
Ali mesmo na Pinheiro Machado é fácil encontrar mais alguns problemas, em menos de 200 metros. Ainda na esquina da Uruguai, tem uma placa identificadora de “faixa de pedestre”, mas no cruzamento inexiste faixa de pedestre, que está a quase 100 metros, na Pinheiro com a Buenos Aires.
Ainda na Pinheiro Machado, da Uruguai até a Venezuela, há duas placas tratando do mesmo assunto, informação sobre existência de lombada, uma delas colocando em risco a vida ou, pelo menos, a saúde de algum distraído.

Já próxima à “Venezuela” a placa está a 1,85 m do solo, e a outra a 1,70, este colocando em risco a segurança do pedestre, ainda mais que é uma peça quadrada de alumínio ou outro metal, com pontas capazes de gerar cortes no rosto de quem a atingir.
*Lúcio Albuquerque, repórter









