Matou irmão, jogou corpo em fossa séptica e ficou preso 2 anos. Julgado, pega 7 anos, mas deve deixar a cadeia

VILHENA – O Tribunal do Júri nesta Comarcam nesta quarta-feira condenou o pedreiro Edson Luiz da Silva Prado por homicídio qualificado e ocultação do cadáver do irmão, Eleilton Dione da Silva Prado. O crime ocorreu em agosto de 2019, na cidade de Vilhena. Pelos crimes, Edson Luiz da Silva Prado foi condenado a sete anos de reclusão e 11 dias multa. A sessão do Júri foi realizada nesta quarta-feira, 6.

A vítima, Eleilton Dione da Silva Prado, tinha 36 anos e trabalhava em uma fazenda. Seu corpo foi encontrado dentro do buraco somente três dias após o crime. Segundo a perícia, um único ferimento foi encontrado, no peito do lado esquerdo.

Edinho, que já está preso desde a época dos fatos, agora condenado a 7 anos, 8 meses e 12 dias de prisão, deverá ganhar progressão de regime com a detração da pena. Com isso, poderá sair do regime fechado que já vem cumprindo há quase dois anos e progredir para o regime semiaberto ou prisão domiciliar inicialmente no albergue.

Assim, este é um daqueles casos em que o julgamento representa a liberdade e foi mais benéfico ao réu do que aguardar a sentença preso.

Ouvido pela reportagem do expressaorondonia em Porto Velho, o criminalista Clemildo Esperidião, explica que o réu já está preso no regime fechado há quase dois anos. Este tempo de cadeia, que soma praticamente um 1/6 da pena a que foi condenado, deve ser levado em conta para progredir para o regime semiaberto. Mas ele poderá ir direto do fechado para o aberto, sem necessidade de passar pelo regime semiaberto, devido haver a detração da pena”, reitera o criminalista.

“Edinho” feriu o irmão com um único golpe no peito; corpo foi encontrado três dias após o crime

De acordo com a sentença de pronúncia, Edson confessou que matou Eliton a facadas. Alegou legítima defesa, asseverando que a vítima, sob efeito de álcool e drogas, o teria atacado com uma faca. A versão não foi acatada pelo Júri.

A denúncia também narrou que, em seguida, ele ocultou o cadáver da vítima no interior de uma fossa séptica e cobriu com terra, sendo o corpo encontrado apenas alguns dias depois do homicídio, à vista do mau cheiro que passou a exalar pela vizinhança.

Qualificado nos autos, Edson foi condenado por homicídio e, por conexão, ocultação de cadáver. Ele está preso e poderá recorrer da sentença.

Assessoria de Comunicação Institucional TJRO, com informações da folhadosulonline



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