PORTO VELHO (21-02) – Se um dia a história de vida do mineiro Tiago Lima virar enredo de filma um título bem sugestivo poderia ser “Levando a vida com os cachorros”. Com o advento da revolução digital no cotidiano humano, o termo empreendedor foi ressignificado no Brasil e talvez no mundo inteiro. Assim, atividades antes jamais pensada como forma de ganhar o sustento passou a ocupar espaços na relação das profissões e e atividade que lhe garantam uma fonte de renda.

Muitas, entretanto, ainda estão em fase de experiência, mas certamente, mais à frente haverá de ser reconhecida e regulamentada, se assim a sociedade desejar.
O mineiro de Juiz de Fora, Tiago Lima, é um desses novos empreendedores. Ele viaja pelo Brasil inteiro e até por países vizinhos transportando cachorros.
Na noite deste domingo, 20, ele passou por Porto Velho, vinda do Peru, passando pela Acre, com destino a São Paulo. Tiago pegou uma bulldog francesa no centro de Porto Velho, para entregar na cidade de Sorocaba, em São Paulo, na quarta-feira, depois de amanhã.
Como isto começou
Há dois anos, ou seja, desde o começo da pandemia do coronavirus, encontrou uma saída genial para contornar a crise e o desemprego. Agora, transporta cães para todo o Brasil e também para outros países, por exemplo, o Peru, dentre outros.
Lima esteve em Porto Velho para entregar um cão e em seguida seguirá para os municípios de Rolim de Moura e Vilhena. Na redação do site Expressão Rondônia, ele contou a história do seu empreendimento e como surgiu a ideia.
Aos 37 anos, Tiago Lima exerceu várias atividades, inclusive trabalhou como motorista de aplicativo (Uber) levando passageiros do Rio de Janeiro para Juiz de Fora. Com formação até o Ensino Médio, Lima conta que entrou para esta atividade de transportar cães pelo país ao pegar carona com um amigo que estava levando um cachorro para entregar ao dono. “Ele sabia que eu gostava de animais e me convidou para trabalhar. Hoje somos sócios”, disse.

Segundo Lima, as entregas seguem uma rota programada e no retorno para juiz de Fora novas entregas podem surgir. Conta de iniciou a viagem dia 2 de fevereiro. Seguiu para Manaus, Boa Vista, divisa com a Venezuela, retornou para o sudeste, passando por Brasília, Goiânia, São Paulo. Em breve retoma o caminho de volta para Luiz de Fora, de onde segue para o Nordeste para efetuar outras entregas.
Indagado se a atividade dá dinheiro, se consegue se sustentar, ele afirma que sim e diz que o pior é ficar longe da família por tanto tempo, às por 30 dias. “Passamos 24 horas rodando. Somos em dois e durante as viagens nos revezamos justamente para que a entrega seja rápida.

E se por acaso acontece algo com algum dos cachorros, se algum morrer no caminho? Lima explica que em todo período que vem trabalhando com transporte de cães apenas um morreu. “Foi enfarte, mas o cachorro já apresentava problemas de coração, conforme nos contou o próprio dono. Exigimos toda a documentação necessária, cartão de vacinação, atestado médico informando o estado de saúde do cão e ainda o Guia de Transporte de Animais (GTA). Perdi a conta de quantos cães já transportamos e entregamos, mas acredito que passou de 500”, pontuou.
O transporte é feito em veículo apropriado onde os cães viajam nas suas respectivas “caixas”. Em cada viagem são levados entre sete a quinze animais, que durante o trajeto são bem cuidados e alimentados. Lima e o colega que reveza com ele, tentam manter os bichinhos calmos, para que não fiquem estressados e cheguem bem ao seu destino. É um trabalho feito por pessoas dedicadas e que gostam de animais. Certamente, um diferencial na hora de o dono optar por este tipo de serviço de transportar seu bicho de estimação de uma cidade para outra.
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