A HORA DA VERDADE Hildon acusa o governador Marcos Rocha de pensar em eleição e não em salvar vidas

PORTO VELHO – Afirmando não ter condição de lutar contra a pandemia “num clima de competição eleitoral”, o que nas entrelinhas é forte acusação ao governador Marcos Rocha de tentar fazer dos problemas do coronavírus uma espécie de palanque político para a disputa pela sucessão municipal, o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, não economizou críticas diretas, ou indiretas, mas bem claras, ao governo estadual pela situação desesperadora que se encontra a capital com relação à pandemia.

“Momento de pandemia não é momento de se fazer politicagem, é hora de união, hora de trabalho. Temos todos os insumos à nossa disposição? Não. Isso é o que o gestor tem que falar. Quantos kits foram distribuídos na escada do palácio? Cento e poucas, e isso resolve alguma coisa? Não”, afirmou Hildon Chaves.

Em nenhum momento da entrevista Hildon “aliviou”. Por exemplo, sobre a possibilidade da prefeitura decretar o “fecha tudo”, incluindo a fiscalização em toda a capital, o município não tem meios. Segundo ele um decreto restritivo só será possível com a participação de todos os poderes, dizendo a seguir que se a prefeitura tomar essa decisão será inviável e que, para isso dar certo, o Estado deve se unir ao município.

“Ou faz isolamento ou não faz”, continuou Hildon, o que deixou claro que, para ele, o decreto de Marcos Rocha sobre o assunto não chegou nem a poder ser chamado de “meia boca”. Na entrevista Hildon disse que “faltou firmeza ao governo para o decreto do governador ser obedecido” no que toca ao lockdown” que colocou Porto Velho no nível 1, em realidade. E não aliviou: “é preciso agir de verdade”, “tem que fazer de verdade, tem que ter pulso para fazer o confinamento total (lockdown) porque, só assim, vamos reduzir de verdade a quantidade de mortes”.

“Tem que fazer de verdade, tem que ter pulso para fazer o lockdown, porque é a única ação que vai acabar com esse vírus, eu tenho que ter o governo ao meu lado. Ou vai morrer mais gente, ou faz o isolamento como tem que ser feito”, disse Hildon Chaves.



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