CACOAL – O grupo desmantelado pela operação ‘apunya’ da Polícia Civil na manhã desta segunda-feira, 26, fez uma lambança com uma concessão de uma licença (placa) de mototaxi, cujo detentor resolveu ir embora de Cacoal e devolveu ao município. De acordo com informações obtidas pelo expressaorondonia, ao invés de abrir um chamamento público para escolher o novo detentor da autorização, o secretário da Semtran e seu diretor executivo teriam negociado a autorização de mototaxi por cerca de 30 mil reais.

Todos estes detalhes agora serão apuradas pelos investigadores da Draco, com a coleta de provas durante as buscas e apreensões realizadas na manhã desta segunda-feira na secretaria municipal de Trânsito.
Um dos pontos que mais chamou a atenção da Polícia Civil foi o fato de um servidor da secretaria municipal de trânsito ser dono de um despachante e atuar na transação de documentação para essas concessões.
Nossa reportagem teve acesso a vídeos que são peças de investigação da Polícia, em que o novo dono da concessão municipal, confessa que fez um rolo na secretaria municipal de Trânsito.
Veja o vídeo que foi entregue a Polícia Civil na ocasião da denúncia:
A 1ª delegacia da Polícia Civil recebeu uma denúncia anônima sobre venda ilícita de concessão de serviço de moto taxi credenciado da prefeitura de Cacoal. A primeira DP juntamente com a Draco 2 e a equipe de inteligência, deu prosseguimento às investigações e constatou a veracidade da denúncia.
O delegado titular da 1ª delegacia de Polícia Civil, Draco2, Fábio Vicente em entrevista coletiva no meio da manhã desta segunda-feira, quando explicou as ações da operação “apunya” realizada mais cedo na secretaria municipal de Trânsito. “Foi constatado que os indícios eram verdadeiros e então a operação foi deflagrada com o objetivo de angariarmos mais informações”, disse.
O delegado falou que foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão, sendo três em residências de agentes públicos, dois secretários municipais e de um agente administrativo, imediatamente afastados das funções. Os policiais também cumpriram mandado de busca e a preensão na casa de um civil, que neste caso, adquiriu a concessão de maneira ilícita e estaria praticando o crime de corrupção ativa. Durante a operação ainda forma apreendidos computadores e aparelhos celulares.
A princípio, segundo o delegado Fábio, os denunciados estariam vendendo as concessões de forma ilícita para beneficiar terceiros e que as irregularidades estão ocorrendo desde outubro de 2022. “As investigações vão continuar para que a Civil possa identificar outras pessoas envolvidas e se houver necessidade, possivelmente ocorrerão prisões”, afirmou o delegado.
O delegado lembrou que a polícia sempre conta com o apoio da população para que possa atuar de forma efetiva e eficaz no combate ao crime, não apenas a administração pública, mas em geral. A operação contou também com o apoio do diretor-geral PCRO, Samir Fouad Abboud.
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