PORTO VELHO – Cabos eleitorais do deputado estadual Alan Queiroz (PL), candidato a reeleição agrediram, neste sábado, o jornalista Miro Costa, que fazia reportagem para este www.expressaorondonia.com.br sobre abuso e desrespeito à legislação eleitoral em um pit stop na Avenida Jatuarana, na zona Sul de Porto Velho. Miro Costa é um veterano repórter, tem 65 anos, e foi xingado, empurrado pelos ‘capangas’ do deputado Alan Queiroz e teve seu instrumento de trabalho, um celular quebrado pelos furiosos funcionários do deputado.
Em vídeo as agressões ao jornalista Miro Costa:
Miro estava no local a convite de comerciantes que se sentem incomodado com o volume de ‘cabos eleitorais’ e som em alto volume no tal pit stop. Depois da agressão, Miro foi orientado a registrar um boletim de ocorrência na Polícia Civil e a fazer uma denúncia ao Ministério Público Eleitoral.
Este www.expressaorondonia.com.br tentou contato com o deputado Alan Queiroz e deixou mensagem no seu WhatsApp, mas até às 10h40 deste domingo não obteve retorno.
Veja a mensagem ao deputado Alan Queiroz:
Bom dia, deputado Alan, tudo bem?
Seus cabos eleitorais agrediram ao nosso repórter Miro Costa, em um pit stop, na avenida Jatuarana, na manhã deste sábado, 26.
Agiram com se fossem capangas, agrediram a um senhor idoso de 65 anos, com mais de trinta anos de atuação em cobertura jornalística.
Essa é uma pratica recomendada pelo senhor?
O que o senhor tem a dizer sobre esta atitude?
O senhor acredita que para conquistar votos seja necessário ser agressivo com quem está fazendo o seu trabalho?
Sob orientação jurídica deste www.expressaorondonia.com.br, o repórter Miro Costa registrou um boletim de ocorrência e apresentou os áudios e os vídeos com as ameaças
Também vamos adotar as providências jurídicas
Este jornal está à sua disposição para publicar a sua explicação, se é que há, para as atitudes violentas de seus funcionários.
Grato pelo sua atenção
Jornalista Carlos Araújo
De acordo com o boletim de ocorrência nº 00159086/2026, o episódio teria ocorrido por volta das 10h40, na Avenida Jatuarana, com a Rua Tancredo Neves bairro Eldorado.
A ocorrência foi registrada como lesão corporal dolosa e encaminhada para apuração pela 7ª Delegacia de Polícia Civil de Porto Velho.
No relato apresentado à polícia, Miro Costa informou que trabalha como jornalista há mais de 30 anos e que realizava filmagens relacionadas a atos de campanha eleitoral quando teria sido abordado por integrantes de um grupo uniformizado de apoio ao candidato a deputado estadual Alan Queiroz.
Segundo a versão registrada pelo jornalista, um homem identificado no boletim pelo nome social de “Neguinho” teria iniciado uma discussão, proferido ofensas e, posteriormente, partido para a agressão física.

Miro também declarou que seu aparelho celular teria sido retirado de suas mãos e arremessado ao chão, causando danos ao equipamento. Segundo ele, a ação teria ocorrido para impedir que continuasse realizando as filmagens.
O comunicador relatou ainda ter sido ameaçado durante o episódio e afirmou que possui registros que poderão ser apresentados às autoridades para auxiliar na identificação e investigação dos fatos.
Outro vídeo da agressão:
Jornalista pede atenção na escolha de integrantes de campanhas
Após registrar a ocorrência, Miro Costa defendeu que candidatos tenham maior atenção na escolha das pessoas que integram suas equipes durante o período eleitoral.
“Na minha opinião, todos os candidatos, seja a deputado ou ao Governo, precisam analisar bem quem são as pessoas que vão trabalhar nas campanhas. É preciso conhecer o histórico de quem está representando um candidato nas ruas. Quem participa de uma campanha precisa ter responsabilidade e respeitar o trabalho dos profissionais de imprensa”, declarou Miro Costa.

O jornalista afirmou ainda que o homem apontado por ele como responsável pela agressão já trabalharia há anos com o deputado Alan. As declarações sobre o histórico do suposto agressor representam a versão e avaliação de Miro Costa e não constam como fatos comprovados no boletim apresentado.


O boletim registra a versão apresentada pelo jornalista e não representa conclusão sobre eventual responsabilidade criminal.
O espaço permanece aberto para manifestação do homem citado, do parlamentar mencionado e das demais partes envolvidas.
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