
PORTO VELHO – A população já começou a ver e ouvir alguns candidatos aos mais diferentes cargos da República repetirem as mesmas promessas levianas e os mesmos discursos demagógicos do passado. Exatamente por isso é importante o eleitor ficar atento às palavras que saem da boca de cada um deles. E não somente as palavras, mas, também, a linguagem corporal. Às vezes, ela comunica mais do que as próprias palavras, revelando confiança, nervoso ou incongruências.
É imperioso que o eleitor ouça e analise, com responsabilidade e acuidade, o discurso de cada candidato, não importa o cargo que ele aspire, seja presidente da República, senador, governador, deputado federal ou estadual. Observe se ele demonstra segurança, transparência e vive, na prática, aquilo que fala. Desconfie do olhar evasivo. Por trás dele esconde-se um candidato inseguro, vacilante, sempre disposto a omitir informações.

Muito cuidado, eleitor! Não se deixe levar pelo emocionalismo na hora de escolher seus candidatos. Deixe o raciocínio – liberto de qualquer preconceito – equilibrar-se entre a afirmação e a negação. Essa reflexão faz bem ao espírito, à inteligência e conduz a evidências que, mais dias menos dias, vão ajudar-lhe na formação de opinião própria.
No momento em que a Nação Brasileira se prepara, mais uma vez, para ir às urnas, impõe a cada cidadão a obrigação de, com o seu voto consciente, mudar o atual modelo da vida estadual e nacional, execrando da moldura politica a corrupção, a irresponsabilidade, a demagogia, a ambição deslavada, a vaidade, a carência de espírito público e o profissionalismo, marcas registradas de políticos que se acostumaram a usar o mandato outorgado pelo povo para amealhar fortunas.
*É servidor público aposentado e analista político









