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terça-feira 28 setembro 2021

EXCLUSIVA – Confúcio desabafa: Marcos Rocha fala mal do meu governo, mas mantém meus secretários

Senador se diz tranquilo quanto às acusações de seu sucessor: "a equipe econômica dele é a mesma da minha administração"

PORTO VELHO  – Com a calma habitual, quem não percebe a fina ironia do senador Confúcio Moura, não terá a melhor análise de sua indignação com aspectos polêmicos trazidos por seu sucessor, o coronel PM Marcos Rocha.

Não se irrita, mas aponta a fragilidade das acusações feitas pelo atual governador que habitualmente, inflamado pelo bolsonarismo, afirma que herdou um estado quebrado.

Em visita à Redação do www.expressaorondonia.com ele disse: “Nunca dei sugestão, nunca dei uma ligação telefônica. Ele nunca me procurou para pedir nenhum tipo de orientação, então não precisa, deixo ele bem à vontade”.

Segundo Confúcio, o governo estava “no azul”, a exemplo do Estado do Espírito Santo, em 2018.

Parte do staff de Marcos Rocha queixou-se de que Confúcio deixara um déficit milionário. Ele refuta: “Eles sabem a verdade, não existe esse déficit (de maneira nenhuma; deixamos uma dívida de um empréstimo do BNDES para desenvolvimento, investimos bastante em segurança pública, nas Unisps, em aparelhamento da polícia técnica, em hospitais na região de Cacoal que cresceu muito, no hospital em Seringueiras, e fomos investindo na área de educação esse dinheiro. Mas nem se usou R$ 700 milhões, e sim, 450, 500 milhões, e o restante a gente devolveu; a dívida é baixa; o estado arrecadou este ano 20% a mais até agora, apesar da pandemia, e isso é uma tendência noutros estados”.

Para encerrar a resposta às críticas do atual governador, Confúcio lembra que os secretários que cuidavam da área econômica em seu governo foram mantidos pelo governador Marcos Rocha, alterando em alguns casos as posições.

Por Carlos Araújo

Expressaorondonia Qual é o balanço que o senhor faz desses dois anos e meio de mandato?

CONFÚCIO MOURA  O ano de 2019 foi tranquilo. Quando chegou 2020, a partir de janeiro, o cenário brasileiro mudou, as nossas cabeças mudaram, os nossos discursos mudaram, começamos a conviver com aflição, com a dor, o medo, com a agonia da incerteza. O Brasil e o mundo começaram a padecer com a nossa insignificância diante de um vírus.

Então foi assim: a Itália em penúria e sucessivamente a doença atacava a Europa e pegava o Brasil, e a partir daí me concentrei no meu tema preferido que é a educação e me desviei completamente para a pandemia (da covid-19).  Sou até agora o senador da covid 19 e presido a comissão.  Fui buscar dinheiro, crédito extraordinário, fazer dívida em cima de dívida, auxílio emergencial, dinheiro emprestado, dinheiro para município, o socorro para as pequenas empresas, socorro para os desempregados, então mudou todo o perfil da vida do parlamento brasileiro, das pessoas e de quem governa.

Temos muitas especulações sobre a origem do vírus. O senhor é médico, qual é a sua impressão sobre isso? É um vírus de laboratório, é um vírus da natureza? Ele foi colocado propositadamente na humanidade, o que que senhor diz?

Não acredito que foi propositadamente, tem gente que fala para acusar os chineses, mas não foi. Esses vírus vêm  de mutações, dos animais,  normalmente a origem são animais que transmitem depois para o homem, então eles vêm pelo morcego, pelos ratos, enfim. Ainda mais os chineses que consomem grilos, gafanhotos, morcegos…e assim eles vêm de fora, são mutações que aparecem na natureza, mecanismo de seleção natural e vai criando.

O coronavírus, que não apareceu agora, já existe há muitos anos, e aqui no Brasil também há anos temos vacinas produzidas para aves com coronavírus modificado. Então, o coronavírus apenas sofreu uma mutação daquele existente que já atacava animais, se aperfeiçoou e entrou num grau de letalidade dentro das células humanas, um processo inflamatório sistêmico para um grupo mais sensível e para outros não provoca quase nada, bem seletivo.

O vírus é mais inteligente que o humano?

O vírus é um ser vivo e tem a capacidade de destruição de células. Entra na célula para se multiplicar e enganar o núcleo, e começa a produzir filhotes capazes de disseminar no organismo e provocar doença grave. É a teoria de todos os vírus, da gripe, da dengue, da aids e todos os demais vírus.

O senhor preside uma comissão da covid. O quê que faz a sua comissão e qual é a sua opinião sobre trabalho dela?

A minha comissão é do dia 20 de abril de 2020. Ela analisa os aspectos da ciência e busca soluções para socorrer estados e municípios. Ela luta para não deixar faltar os kits intubação, e quando faltam somos nós que vamos resolver. Ela também luta por dinheiro, como foi o caso de Manaus.

A comissão trabalha também no socorro aos desvalidos do Brasil e os recursos que são passados aos estados e municípios para o enfrentamento, já que a titularidade da pandemia é municipal e estadual conforme diz o Supremo. Diante disso nossa comissão articula com governadores, prefeitos, e o mais importante é o trabalho desmistificado pela vacina, a busca e a compra, que logo no início atrasou demais; a censura sobre o Butantã foi cruel, atrasou demais o início da vacinação no Brasil, e também da vacina Pfizer que foi uma das primeiras a ser esboçadas e que vocês viram, pela CPI, que desde maio ofereceu, mas não compramos, então, tivemos um atraso no volume de vacinas.

Nosso trabalho é fazer pressão, crítica, ir atrás de ministro, ir ao presidente da República. Estive com ele no dia 6 de janeiro deste ano, junto com o deputado Francisco Júnior, o relator da comissão.

Ano passado entregamos para o presidente Bolsonaro o relatório e dissemos: nós precisamos de vacinação, que é o pressuposto de desenvolvimento econômico; deixamos para ele ler, lógico que ele não ia ler 300 páginas, mas falamos em resumo.

E sobre a CPI, no Senado, qual a sua avaliação?

A CPI, além de ser mais nova, tem um aspecto de busca de responsabilidade por omissões. Se por acaso ela vai chamando uma autoridade, é aquele processo de investigação, de delação para verificar como foram as falhas, porque atrasou tanto, porque houve superfaturamento e o ministério não tomou a decisão na hora certa, e aí vai procurando responsabilidade.

Politicamente é devastadora, atinge o governo e toda a sua estrutura, principalmente da saúde, se ataca um membro do governo, chega ao presidente, e a prova disso é que se está vendo aí abaladas as pesquisas de aceitação do presidente Bolsonaro.

Agora, se o Bolsonaro tivesse comprado as vacinas, a CPI então estaria investigando porque comprou? Não. Aí, logicamente, eu creio que nem teria CPI, que foi motivada por dois senadores Alessandro Vieira e Jorge Kajuru, que coletaram essas assinaturas necessárias.

Ficou muito tempo sem o presidente do Senado abri-la, mas a pressão foi tão grande que precisou de o Supremo determinar ao presidente a abertura, porque tendo já cumpridas todas as formalidades legais do processo legislativo não tinha como o presidente segurar uma CPI que foi preenchida na forma da Lei. Primeiro, temos os fundamentos, os objetivos e assim foi criada, ela aí está debatendo o assunto num processo de investigação de delegacia de polícia.

O senador Confúcio é contra ou a favor do governo Bolsonaro?

Eu não sou a favor nem contra. Votei no Bolsonaro no segundo turno, como muita gente votou, prova que ele teve uma votação extraordinária, mas hoje não voltaria mais nele. Lógico que fiquei conhecendo, realmente um presidente diferente de todos os que tivemos na história recente, então, as suas características de um certo desprezo pela dor e o sentimento dos outros, ele nunca deu os pesares pelos mortos,  nunca sentiu, nunca visitou o morto representando 534/540 mil mortos.

Por tudo, por não ter aquele preparo adequado ao ritual do cargo, aquela ritualística normal de um presidente, ele é totalmente indiferente, porém, agrada a população e criou um grupo de seguidores fiel nos estados de Rondônia e do Rio Grande do Sul, onde ele é extremamente querido, defendido e o grupo que o segue é realmente radical, representa a ultradireita. O novo discurso do Bolsonaro não foi só político, ele entrou no aspecto religioso, no moral e  bons-costumes, foi chamando a população à exaltação da grandeza da família, dessas bases tradicionais, como existiu no passado naquela TFP (Tradição, Família e Propriedade), cujos princípios são os mesmos que ele levantou.

Senador, eu também acho o Bolsonaro um presidente estabanado, mas tivemos outros que observaram a liturgia do cargo, trataram a coisa com muito jeitinho, mas meteram a mão no bolso do brasileiro, doaram, entregaram para outros países coisas que os brasileiros não têm. Teria sido isso o que levou o povo a escolher esse presidente?

Foi o cansaço com o PT, a exaustão com o PT que governou praticamente…e mais um detalhe, eu acrescentaria apesar do jeito estabanado dele, não tem notícia de corrupção deslavada.

Isto é bom para o Brasil, é ruim, o que o senhor acha?

Isso é bom para o Brasil.

E o senhor como senador, participando lá em Brasília, acha que o Bolsonaro sofreu de certa forma e sofre ainda um cerco jurídico feito pelo Supremo e um cerco político comandado pelo ex-presidente da Câmara, Rodrigo Maia?

Não, não acredito. Isso são circunstâncias da política, de ser, da situação ser oposição, então ele tem dentro do Senado, gente como Kajuru, como o Alessandro Vieira que é um baita senador, os dois, que têm oposição claríssima e jeito elegante de fazer uma oposição de altíssimo nível. São adversários políticos, eles fazem uma oposição democrática, bonita inclusive, apontando falhas do governo, apontando essas questões de omissão na pandemia. Eles apontam a verdade, são excelentes parlamentares, não são ‘porra louca’ de acusar por acusar de jeito nenhum, são senadores iguais ao Contarato, do Espírito Santo, uma sumidade; para mim, ele é genial, de altíssimo nível, o homem é um professor de Direito Penal que só fala arrazoado. Então, o Contarato não é porra louca, tem que respeitar o contraditório, é natural.

O que o senador Confúcio tem batalhado em Brasília para melhorar a infraestrutura de Rondônia? E vou tocar em um ponto específico muito em debate no momento: a questão das travessias comerciais em Guajará-Mirim, Costa Marques. Tem gente lutando por isso?

Certo, esse debate da travessia lá no Alto Forte Príncipe da Beira é antigo, do tempo em que eu era governador…

Aliás, para fazer justiça, no seu governo foi o momento em que Rondônia mais ampliou as suas trocas comerciais com a Bolívia, criando aquela mesa da irmandade…

Tivemos muitos encontros com Bolívia e se iniciaram ali muitas compras de material da Feira Rondônia Rural Show, tratores e insumos. É uma parceria interessante.

O problema maior da Receita Federal, e eu estive lá com o pessoal desse órgão, e vou retornar esse tema. É o quadro de pessoal da Polícia Federal, do Ministério da Agricultura, da receita para lá, mas eu acredito que colocando uma vez por semana a passagem de veículos pra lá e para cá em balsa, seria uma forma de abrir um embrião dessas travessias. Nós temos muito o que vender para a Bolívia e temos o que comprar. É muito interessante a ureia, que nós precisamos demais no Estado para adubação, o sal mineral de Uyunes, fertilizantes, muito nos interessa.

O reasfaltamento da BR-319 (rodovia Porto Velho-Manaus) tem o senador Confúcio como parceiro?

Todos são favoráveis. O problema da estrutura brasileira é a falta de dinheiro, o Ministério da Infraestrutura não tem recursos atualmente. Se conseguir manter que as estruturas viárias atuais proporcionem uma grande conquista, ele está hoje com um orçamento de um trilhão e 500 bilhões de reais. Sabe quanto sobra para tudo no Brasil, para custeio e para investimento? Cem bilhões, que é para tudo o que pensar, então o que vai sobrar para o Ministério da Infraestrutura é insignificante. Até agora o presidente Bolsonaro mandou que liberassem três bilhões a mais, que o menino Tarcísio, realmente um grande ministro, sabe trabalhar. O Brasil não tem capacidade de investimento na malha ferroviária necessária, pouco investe nas hidrovias. Em um país que tem rio para todo lado, soja e grãos e carne para todo lado, tudo em cima do caminhão, isso significa atraso.

Mas, no caso da BR-319, parece que não é dinheiro o problema. O problema é a questão ambiental que bota o dedo aqui, bota o dedo ali…

Acredito que essa parte foi superada. A parte ambiental é a primeira. Já fui nessa estrada daqui de Porto Velho até Manaus dirigindo carro, fui com a minha esposa, só nós dois. O que tinha que fazer já foi feito, agora é apenas a ativação, a restauração e reconstrução de uma rodovia que consumiu milhões. Seria um retorno importante e um eixo importante de comercialização com Manaus e Roraima.

E uma saída terrestre de uma população em três milhões de habitantes do Amazonas para o restante do Brasil?…

Também, muita gente gosta de turismo, todo mundo aí consegue andar de carro, de moto, inclusive sairia de lá no Rio de Janeiro, São Paulo, por aí afora em grupos e iria até Venezuela e o Caribe.

Senador, dois anos atrás eu fui de carro de Porto Velho a Manaus em fevereiro, período chuvoso, e voltei. Demorei 12 horas só para ir; se aquela região fosse atrativa a madeireiros e agricultores ela já não estaria do jeito que está, porque a BR foi aberta em 1978…

Foi. Fui lá em 1978 para 1979. Então ali, é uma região que tem muitos aguados, muitos pântanos e a terra é fraquíssima. Tanto que floresta é rasa. Ali não é nem uma floresta, é uma floresta de igapó, é baixa, é diferente.

O senhor está satisfeito com a condução que Rondônia tem hoje? O governo que lhe sucedeu está indo bem?

Deixamos as bases do governo de Rondônia, as bases para o futuro, então todos os pressupostos de ajuste fiscal, de reformas necessárias do Iperon, deixamos arrumado, inclusive o ajuste fiscal do estado. Rondônia e Espírito Santo, os dois no azul, os únicos dois estados nessa condição. Hoje deve ter mais um ou dois também incluídos. Mas não me compete fazer o julgamento do atual governador, porque, quando a gente sai do governo, o melhor é ser como os americanos: sumir do mapa e deixar o homem governar.  Não estamos assim, na intimidade do governo, nunca dei sugestão, nunca dei uma ligação telefônica, ele nunca me procurou para pedir nenhum tipo de orientação, então não precisa de mim, então deixa ele bem à vontade.

O atual governador foi seu secretário durante um tempo, ele tem alguma relação com o senhor, política ou pessoal?

Não, não tem.

Mas o governador vive pregando que recebeu o estado com um déficit de 400 milhões de reais, embora tenha ainda tem na equipe dele, tanto na Sefin quanto no Planejamento, algumas pessoas que trabalharam com o senhor…

Eles sabem a verdade: não existe esse déficit (alardeado pelo governador) de maneira nenhuma; deixamos uma dívida de um empréstimo do BNDES para desenvolvimento, investimos bastante em segurança pública, nas Unisps, em aparelhamento da polícia técnica, em hospitais na região de Cacoal que cresceu muito, no hospital em Seringueiras, e fomos investindo na área de educação esse dinheiro, mas nem se usou R$ 700 milhões, e sim, 450, 500 milhões, e o restante a gente devolveu; a dívida é baixa; o estado arrecadou este ano 20% a mais até agora, apesar da pandemia, e isso é uma tendência noutros estados.

Todos os Estados da federação, uns mais outros menos, tiveram incremento de receita. Então não precisa de empréstimo de um agora, mas Bianco precisou e eu precisei, então nós fizemos. Na época o Bianco buscou o dinheiro e não aplicou, não gastou nada, deixou tudo para governador Cassol, que aplicou.

Sendo um emedebista de ficha longa no partido, o senhor fala do caos que é hoje o partido. O MDB, que já foi PMDB, participou desse caos que chegou a Rondônia?

Não, não de jeito nenhum. Você viu aí o nosso primeiro governador que foi Jerônimo Santana, e outros. Jerônimo e outros tantos, vimos trabalhando, ele criou muitas estruturas

Eu considero um dos que mais trabalhou…

Ele era um visionário. Criou todas essas agências de navegação, apoiou a produção mineral, criou uma série de outras autarquias necessárias, e depois começou o desmanche. Naquele tempo não tinha lei de responsabilidade fiscal, a vantagem do governador era contratar gente. Aquele pacote não tinha concurso público e foi inchando de pessoal, sem critério, então não houve nenhuma responsabilidade de nenhum deles, aquele apego do momento, de contratação sem um planejamento de gastos. Ia chegar ao fim o mandato do camarada, ele contratava uma pancada de gente e deixava pro outro pagar, essa é a desgraceira que ficou para o Estado.

O senhor ainda tem cinco anos de mandato, ano que vem temos novamente eleições gerais e o seu nome começa a ser ventilado com certa frequência e força em Rondônia. Está disposto, está no seu radar voltar a disputar o governo de Rondônia?

Rapaz, se ainda tivesse aquela lei antiga de nomeação de governador, eu até aceitaria, mas, quando eu penso em campanha, me dá até um frio na barriga tão grande…

É puxado, né?

Demais. Lá atrás, quando a gente é mais novo, nem pensa e entra. Hoje, pensa demais, esse é o grande problema, a velhice faz com fique medroso, porque pensa demais, então não está no meu planejamento disputar eleição aqui.

Não será candidato?

Não serei candidato.

De que maneira o senhor analisa, nessa altura do campeonato, por exemplo, o ex-senador e deputado Amir Lando se animando a se jogar novamente numa campanha de senador?

Fico muito satisfeito. O Francisco Sales, de Ariquemes, um político de antes do Teixeirão, também quer concorrer. Vejo muita gente antiga querendo voltar para política. O Amir, inclusive, e isso demonstra que a pessoa tem um vício. Quem pensava que o Amir nunca mais quisesse disputar eleição, agora o vê animado. Ele falou comigo e quer disputar uma vaga para o Senado no nosso partido…

E o partido vai acolhê-lo?

Não sabemos ainda se há outros interessados.

Ele já está no MDB?

Não, ele havia saído, eu nem sabia. A cara do Amir é MDB. É verdade, ele mesmo fala isso. Ele pode dar uma saidinha aí, mas volta. Na época do Olavo, ele foi para o PTB, mas não foi, logo voltou.

O deputado Lúcio Mosquini, ligado ao senhor, fez um convite ao prefeito de Jaru, um grande nome para qualquer disputa em Rondônia, mas me dizem também aí os bastidores que o prefeito Hildon Chaves já teria se colocado à disposição para ser o candidato a governador. O senhor acompanha essas negociações?

Ontem estive com o Joãozinho Gonçalves, conversamos e ele até gosta da ideia. Ele tem 28 anos, mas tem um impedimento do pai, por causa dos negócios, está na linha de sucessão. O pai quer que ele fique preparado para sucedê-lo nas suas empresas. Mas é um baita nome, inteligentíssimo, jovem, dinâmico, sério…

Um desempenho fantástico na prefeitura…

Um desempenho fantástico e seria um grande governador. Estive com Hildon hoje (16 de julho, uma sexta-feira), também falei com ele, e está pronto, ainda assim fazendo toda a configuração do cenário político, mas, não me falou que é candidato a governador.

Mas Hildon Chaves seria um nome bom para o MDB?

Logicamente, é um moço que no começo da Prefeitura de Porto Velho, não se acreditava nele, mas hoje está mostrando o contrário e a população está satisfeita com o Hildon. A gente olha Porto Velho mais bonita, tem muita obra grande, consistente, muito bem feita, então ele pegou a pandemia aí, está dando conta do recado, trabalha e corresponde às expectativas. Creio que ele seja um homem sim em condição, seria para nós um orgulho tê-lo em nosso partido para disputar uma eleição a governador.

O que o senador está fazendo para ajudar Ariquemes a ter o seu aeroporto?

Estou fazendo o de sempre, há muitos anos. Ali para Ariquemes aquele aeroporto é suporte ao de Porto Velho, porque em caso de qualquer problema de pouso, decolagem aqui, a área de fuga dos aviões de Porto Velho mais próximo seria o de Ariquemes. Ele é um aeroporto que tem essa finalidade, assim como para voos charter, voos menores, aviões menores e voos regionais Vilhena-Cacoal-Porto Velho, ou vice-versa antes de Cuiabá.

Quero agradecer sua visita à nossa redação e, se não abordei algum assunto de interesse da população fique à vontade para falar…

Para mim foi um prazer de te encontrar aqui. Nós fomos colegas de Governo na administração do Jerônimo. Há muito tempo a gente se conhece né? Sei da sua natureza jornalística, então tenho a honra imensa de vir aqui e bater esse papo com você. Falei de maneira espontânea, natural, não sabia nem quais as perguntas que você iria fazer, e aí respondi da maneira que foi possível. Eu é que agradeço.

www.expressaorondonia.com.br

Entrevista a Carlos Araújo

Decupagem: Talita Araújo

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