PORTO VELHO – A forma descortês e pouco polida com que o prefeito de Porto Velho, Hildon Chaves, demitiu o seu secretário de Agricultura, o ex-deputado (estadual e federal por dois mandatos) não agradou a pelo menos um político e a um ex-político agora empresário, para quem Luiz Cláudio está sendo injustiçado.
Minutos depois que este expressaorondonia publicou matéria sobre os motivos da demissão do secretário municipal de Agricultura de Porto Velho, Luiz Cláudio, pelo prefeito, com ato publicado durante a madrugada, duas importantes personalidades ligaram na redação para defender o secretário demitido. O ex-governador e atual superintendente do Sebrae em Rondônia, Daniel Pereira, e o empresário César Cassol, dono de duas usinas de calcário e de pequenas centrais hidrelétrica (PCHs).

Daniel afirma que, apesar de não ter nenhuma militância política com Luiz Cláudio, o respeita como técnico e pelos resultados de suas ações na agricultura e sua sensibilidade para a importância da agricultura familiar. “Estou me manifestando neste caso porque não gosto de injustiça. e o Luiz Cláudio está sendo injustiçado”, afirma Daniel Pereira.
Já o empresário César Cassol, sai em defesa do ex-deputado federal Luiz Cláudio, que, de acordo com César, está sendo vítima de uma armação política.
Sobre as 300 toneladas de calcário que estaria perdida e seria uma das motivações para a demissão, César Cassol é categórico: “calcário é pedra moída. Se não utilizar ele volta ao estado natural, mas esse calcário que está na Semagric não está perdido. É só retirar a crosta dura com uma retroescavadeira que o calcário está logo abaixo, pronto para ser utilizado pelos agricultores”, disse, acrescentando que Luiz Cláudio é um dos melhores técnicos da área agrícola de Rondônia e é o responsável por muitas melhorias deste segmento em Porto Velho, praticamente inexpressivo antes da chegada de Cláudio na Semagric.
César lamentou que por interesses políticos estejam tentando queimar o nome de Luiz Cláudio.
Questionado se o calcário que está no pátio da Semagric foi vendido pela sua usina, César Cassol disse não ter como saber sem conferir os registros de venda da empresa. Mas adiantou que não faz negócios nem com o estado nem com municípios, para evitar problemas. “Prefiro vender diretamente aos pequenos, médios e grandes agricultores a fazer negócio que envolva dinheiro público”, reitera César.
Pouco depois, o próprio Luiz Cláudio, com quem o expressaorondonia não havia conseguido falar durante apuração da matéria mandou pelo whatsapp sua versão para a questão do calcário armazenado no pátio da secretaria.
“O calcário no pátio da Semagric é dos produtores. Estava lá a pedidos deles”, pontua o ex-secretário. Ele acrescenta que a Semagric distribuiu mais de oito mil toneladas de calcário adquirido pelos agricultores.
De acordo com Luiz Cláudio, esse calcário está há menos de um ano no pátio da Semagric. Segundo ele, chegou no período chuvoso e os agricultores não tinham como armazenar. “Ficou no pátio Semagric coberto com lona, como fazem todos os agricultores”.
“Não existe calcário perdido. Agora está chegando a época de usá-lo”, reitera Luiz Cláudio.
Carlos Araújo, para o www.expressaorondonia









