ESPERANDO AVIÕES – Empresas se unem contra caos e isolamento aéreo em Rondônia

“Esse cenário, que já se arrasta há 9 meses, não apenas dificulta viagens e negócios, mas também coloca em risco a vida de pacientes de urgência, gera prejuízos a diversos setores da economia e causa um verdadeiro isolamento da região

PORTO VELHO – Na última quarta-feira, 20, duas empresas do ramo condominial que atuam para quase uma centena de condomínios residenciais e comerciais em Porto Velho, se uniram para enviar manifesto a seus clientes de mais de 8.000 unidades, um contingente de mais de 20 mil pessoas.

O motivo é um abaixo-assinado que será enviado às autoridades federais cobrando providências contra a retirada de voos de Rondônia pelas companhias aéreas Azul e Gol, principalmente. Chamado de “Enfrentando o Caos Aéreo em Rondônia: Mobilize-se Conosco”, a iniciativa quer convocar o maior número de rondonienses possível para protestarem contra a retirada de voos e os valores abusivos praticados em nosso Estado.

“Nossa missão vai além da administração de condomínios. Estamos atentos às necessidades da coletividade e comprometidos em promover ações que beneficiem a todos. Dito isso, é com preocupação que observamos a realidade da conectividade aérea em Rondônia: a falta de voos e os atuais valores exorbitantes das passagens”, diz a convocação enviada aos condôminos das duas empresas.

E o comunicado segue: “Esse cenário, que já se arrasta há 9 meses, não apenas dificulta viagens e negócios, mas também coloca em risco a vida de pacientes de urgência, gera prejuízos a diversos setores da economia e causa um verdadeiro isolamento da região. Assim, convidamos você e seus familiares a se unirem a nós nesse movimento de cobranças pelo fim dessa verdadeira discriminação contra os rondonienses”.

ACEP

Quem também sinalizou pela adesão à iniciativa é a Associação Comercial e Empresarial de Porto Velho (Acep). “Dialogamos hoje com o advogado consumerista Gabriel Tomasete e avaliamos o manifesto. Estamos acompanhando com preocupação a questão aérea, pois mesmo após várias reuniões e inclusive audiências, não se chegou a uma solução prática para a população rondoniense. O problema perdura, e se acentua cada vez mais e, diante disso, acreditamos que a mobilização social seja um caminho necessário a ser trilhado, para buscaremos construir medidas eficazes de diálogo com nossos associados e outras entidades do setor produtivo e da sociedade civil organizada”, explica o presidente Valdir Vargas.

Mais dificuldades

Empresas dos mais diversos setores estão sendo impactadas há quase um ano, a exemplo de shows e eventos cancelados, como a vinda do renomado repórter, Caco Barcellos, que seria palestrante no Tribunal de Justiça do Estado.

Ações realizada pelo governo devem dar mais agilidade e segurança às aterrissagens e decolagens dos voos

Outro setor gravemente impactado é o turismo regional. O proprietário de um hotel de pesca na região do Guaporé informou à reportagem que a falta de voos em Vilhena tem afetado duramente o seu funcionamento.

“Pediremos adesão ao movimento aos nossos clientes do Brasil, Estados Unidos e Europa, o que deve causar espanto quando souberem que a região está isolada do país e do mundo devido a esse grande descaso e desrespeito”, desabafou o empresário.

Por: Felipe Corona



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