Entidades alertam para impactos do pedágio da Nova 364 na economia e pede intervenção do Congresso

Segundo as entidades, o modelo de concessão, da forma como vem sendo apresentado, pode resultar em aumento dos custos logísticos, impactando diretamente o comércio, a produção e o consumidor final

PORTO VELHO – O pedágio da morte implantado goela abaixo dos rondoniense na nova 364 vai impactar muito mais que a sensação de estar pagando para correr risco de morrer em uma estrada precária sem as devidas melhorias prometidas antes da concessão, mas pode matar também o crescimento da economia regional, como alertam entidades da sociedade civil organizada liderada pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia (Crea) em carta aberta ao Congresso Nacional e demais autoridades.

presidente do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Rondônia (Crea-RO), Engenheiro Edison Rigoli, assinou uma Carta em que, junto com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Porto Velho (CDL Porto Velho), o Setor produtivo, e representantes da sociedade civil organizada manifestam preocupação com os impactos econômicos e sociais do modelo de concessão da BR-364, principal eixo logístico do estado.

A carta foi encaminhada à bancada federal de Rondônia com o objetivo de alertar os parlamentares sobre os possíveis reflexos da concessão na economia regional, no setor produtivo, no comércio e no custo de vida da população.

As entidades signatárias destacam que a BR-364 é estratégica não apenas para Rondônia, mas para toda a região Norte, sendo fundamental para o escoamento da produção agropecuária, o abastecimento da capital e dos municípios do interior, além da integração logística com outros estados.

No documento, o Crea, a CDL Porto Velho e representantes da sociedade civil ressaltam o papel do Congresso Nacional na fiscalização e no acompanhamento de contratos de concessão de rodovias federais, defendendo uma atuação ativa dos deputados federais e senadores.

Segundo as entidades, o modelo de concessão, da forma como vem sendo apresentado, pode resultar em aumento dos custos logísticos, impactando diretamente o comércio, a produção e o consumidor final. Por isso, é defendida a necessidade de que qualquer decisão seja baseada em estudos técnicos consistentes, transparência e análise aprofundada da realidade regional.

“O posicionamento conjunto das entidades reforça a necessidade de uma solução equilibrada, que assegure segurança viária, eficiência logística e desenvolvimento econômico, sem penalizar a população. Defendemos que esse processo seja pautado por estudos técnicos consistentes, transparência e amplo diálogo com a sociedade”, afirma o presidente do Crea, Edison Rigoli.

Ao final, o Crea, a CDL Porto Velho, representantes do setor produtivo, e representante da sociedade civil solicitam intervenção urgente das autoridades competentes e se colocam à disposição para contribuir tecnicamente com estudos, propostas e debates que possam aperfeiçoar o modelo de concessão da BR-364, em defesa do desenvolvimento sustentável de Rondônia.

Fonte: Assessoria de Comunicação do Crea (Ascom)



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