Enquanto ribeirinhos clamam por atendimento, Barco Hospital da Prefeitura está parado há mais de um ano. Desculpa agora é a pandemia, no verão, é a seca do rio

PORTO VBELHO – Enquanto centenas de moradores de distritos e vilas ao longo da calha do Rio Madeira continuam enfrentando a alagação e os problemas gerados pela subida violenta das águas, o que inclui denúncias de casos de malária e dengue, o barco hospital da Prefeitura de Porto Velho vai continuar abarrancado no porto do Cai n’Água.

A estrutura da embarcação permite levar equipes médicas e de apoio, além de insumos básico e medicamentos aos moradores das regiões ribeirinhas. Logo este atendimento não deveria se constituir em problema para a administração pública. Mas, mesmo depois de uma completa reforma – que no vocabulário do prefeito Hildon Chaves vira revitalização – o barco está abarrancada há mais de um ano.

E só vai desatracar para cumprir sua finalidade quando a pandemia passar, conforme nota enviada ao expressaorondonia pela Assessoria de Comunicação da Prefeitura, proprietária da embarcação. Segundo a nota, vários trabalhos de recuperação foram realizados enquanto o barco está parado.

Mas no verão o barco também não saiu. A explicação é da Assessoria de Comunicação: “o fator determinante para manter o barco ancorado foi a falta de navegabilidade do Rio Madeira no período de seca”.

Agora, imagine-se se os barcos transportadores de passageiros e cargas também pararem.

Ainda conforme a informação da prefeitura, “a retomada das atividades foi planejada para início de 2020 e posteriormente suspensa devido a pandemia do novo coronavírus, onde os profissionais de saúde que atuariam no barco foram remanejados para suporte nos atendimentos das unidades de urgência do município.

O barco está apto para navegação, mas devido ao período crítico de contaminação pela covid-19, com novas cepas de alta transmissibilidade, a estrutura da embarcação não é a mais adequada para comportar equipes médicas e pacientes, uma vez que se trata de ambiente compacto”.

Bom, conforme o que recebemos, apesar do barco não sair agora por causa da covid, e no verão também ficar ancorado por causa da seca, a secretaria municipal de Saúde (Semusa) garante que os ribeirinhos “têm recebido assistência médica, com os profissionais lotados nas unidades de cada localidade”. Ah! Bom!

Mas, enquanto permanece sem cumprir sua finalidade, o Barco Hospital recebeu, segundo a nota, “na atual gestão o Barco Hospital passou por uma grande revitalização. Além da reforma geral, foram adquiridas duas novas voadeiras com motor 40 para suporte no atendimento à população”.

A nota enviada ao site, feita como se fosse um relatório diz: “entre os itens revitalizados no barco estão: troca do casco, piso, revestimento, portas, banheiros readequados, implantação de acessibilidade para PCD, pintura, entre outros”.

Ainda conforme a informação da prefeitura, “a retomada das atividades foi planejada para o início de 2020 e posteriormente suspensa devido a pandemia do novo coronavírus. Os profissionais de saúde que atuariam no barco foram remanejados para suporte nos atendimentos das unidades de urgência do município. O barco está apto para navegação, mas devido ao período crítico de contaminação pela covid-19, com novas cepas de alta transmissibilidade, a estrutura da embarcação não é a mais adequada para comportar equipes médicas e pacientes, uma vez que se trata de ambiente compacto”, diz a nota, acrescentando que, através das equipes de saúde locais, os moradores são atendidos.

www.expressaorondonia,com,br



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