VILHENA – Há algum tempo os pais de um jovem universitário começaram a estranhar as atitudes do filho e, semana passada, resolveram segui-lo e o flagram na biblioteca da faculdade negociando com um fornecedor de cocaína. Não pensaram duas vezes: chamaram a Polícia Militar e impediram os dois de deixar o local.
No local, os pais do estudante contaram que há alguns dias vêm acompanhando seu comportamento, ao desconfiarem que ele estaria usando drogas. Através do WhatsApp, os pais identificaram como era feita a negociação dos entorpecentes.
No dia dos fatos, o casal seguiu o filho e viu quando o traficante chegou à faculdade, em cuja biblioteca os policiais encontraram os dois rapazes sentados.
Aos militares, o estudante confirmou ser mesmo usuário de cocaína e revelou que, naquela data, havia entrado em contato com o “fornecedor”, negociando 4 gramas e meio de pó em troca de um relógio e um perfume.

O outro rapaz confirmou o contato com o “cliente”, mas disse que, naquele dia, tinha ido ao local apenas para pegar o relógio e o perfume, e explicou que a cocaína seria entregue depois.
Aliás, ele alegou que “apenas estava realizando o serviço de entregador tipo (delivery)”, mas se negou a dar o nome da pessoa com quem pegava a cocaína a ser repassada.
E, de fato, nada de ilícito (a não ser um cigarro eletrônico) foi encontrado em poder do suspeito, mas ele disse que tinha maconha em casa “para consumo próprio”. No imóvel, porém, além da erva, os policiais encontraram uma estufa onde pés da planta eram cultivados, inclusive com o uso de um adubo especial.
Após coletar as informações, a guarnição que atendeu a ocorrência apresentou os dois rapazes e o material na Unisp, onde a ocorrência foi registrada.
Fonte: Da Folha do Sul










