A deputada federal Gisela Simona (União-MT) defendeu a equiparação de facções criminosas a grupos terroristas pela legislação brasileira, em entrevista à rádio Jovem Pan. A parlamentar, que também preside o União Brasil em Cuiabá, argumenta que esta medida poderia ser uma alternativa eficaz para combater a ascensão do crime organizado no país.
“O país precisa endurecer muito em relação à criminalidade. Essa questão de grupo terrorista, tendo uma definição clara do que é, sem nenhum problema. Acho que pode ser uma das alternativas para diminuir”, afirmou Simona.
A proposta da deputada surge em um contexto em que o Congresso Nacional tem buscado fortalecer a legislação contra o crime organizado. Segundo ela, os parlamentares têm atuado em diversas frentes, como o aumento de penas, reformulação do Código Penal e medidas contra a progressão de regime e saídas temporárias de presos.
A discussão ganha relevância após decreto assinado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que classificou cartéis de drogas como “narcoterroristas”. No âmbito estadual, Simona também manifestou apoio ao programa Tolerância Zero, implementado pelo governo de Mato Grosso para combater facções criminosas.
Em relação às medidas específicas no estado, a parlamentar defendeu a extinção dos mercadinhos em presídios mato-grossenses. “Se você quer acabar com as facções, você tem que acabar com tudo que as alimenta. Veja que esses mercadinhos surgiram e se mantém de forma ilegal”, argumentou, manifestando apoio ao veto do governador sobre a questão e pedindo sua manutenção pela Assembleia Legislativa.
NOTA:
Os “mercadinhos” nos presídios de Mato Grosso são estabelecimentos comerciais situados dentro das unidades prisionais, destinados à venda de produtos aos detentos. Esses estabelecimentos oferecem uma variedade de itens, incluindo alimentos, produtos de higiene pessoal, produtos de limpeza e, em alguns casos, produtos considerados de risco, como lâminas de barbear, isqueiros e óleo de cozinha









