PORTO VELHO – Consumidores de Porto Velho estão chamando atenção para recorrentes irregularidades e diferenças entre preços anunciados nas gôndolas do supermercado Nova Era e aquilo que se paga no caixa. Nova Eras é uma rede de supermercado em expansão e, à medida que cresce em número de loja, vai perdendo a qualidade dos serviços oferecidos. A maior reclamação entre os que procuraram a reportagem deste www.expressaorondonia.com.br é sobre divergências entre preços anunciados e cobrados no caixa, além da qualidade de frutas e verduras colocadas à venda.

Nesta sexta-feira, 2, o consumidor Francisco das Chagas relatou ter encontrado leite UHT Italac de 1 litro anunciado por R$ 5,49 em material promocional do estabelecimento. Segundo ele, ao passar pelo caixa, o produto teria sido registrado por R$ 6,35, uma diferença de R$ 0,86. Após questionar a cobrança, um responsável pelo atendimento foi chamado e autorizou a aplicação do valor promocional.
O consumidor afirma, porém, que não recebeu explicação sobre a divergência.
Neste sábado, 3, Francisco retornou ao Supermercado Nova Era e afirmou ter encontrado novamente o mesmo problema. Segundo o consumidor, o leite Italac continuava sendo apresentado na prateleira pelo valor de R$ 5,49, mas, no caixa, teria sido registrado novamente por R$ 6,35.

Francisco também relatou uma segunda divergência na mesma compra. De acordo com ele, o quilo do frango congelado Seara estava anunciado em promoção por R$ 8,99, mas teria sido registrado no caixa por R$ 9,49. O consumidor afirma possuir a nota fiscal da compra e pede que os órgãos competentes apurem a situação.
“Peço às autoridades que tomem providências, porque o povo está sendo enganado. Fiscalizem todos os supermercados”, declarou Francisco das Chagas.
“Quando você for ao supermercado, tome muito cuidado. Na hora de pagar, verifique se o preço é o mesmo que está anunciado”, alertou o consumidor.
A legislação brasileira estabelece que, havendo divergência de preços para o mesmo produto entre os sistemas de informação utilizados pelo estabelecimento, o consumidor tem direito a pagar o menor valor informado.

As reclamações não se limitam aos preços. Consumidores também relatam problemas com a qualidade de hortifrutigranjeiros vendidos em estabelecimentos da capital. Entre as situações narradas estão abacates escurecidos por dentro, batatas-doces murchas e cebolas com sinais de mofo ou amolecimento.
Um cliente, que preferiu não se identificar, afirmou ter comprado um abacate em uma unidade de supermercado e percebido somente em casa, após cortar a fruta, que ela estava deteriorada. Segundo o relato, ele retornou ao estabelecimento, procurou a gerência e solicitou a substituição do produto.
Os relatos reforçam o pedido dos consumidores por maior presença dos órgãos responsáveis pela fiscalização. O Procon de Rondônia informa que, durante fiscalizações em estabelecimentos comerciais, também verifica a qualidade dos produtos ofertados e que, quando são encontrados alimentos impróprios para consumo, eles podem ser retirados de circulação e o estabelecimento pode ser autuado, observados os procedimentos administrativos previstos.

Além de conferir o valor registrado no caixa, a orientação é guardar o cupom fiscal e, diante de uma possível irregularidade, reunir provas, como fotografias do produto, da etiqueta ou da oferta anunciada. O Procon/RO orienta que consumidores registrem denúncias para que as situações possam ser verificadas pelos fiscais.
Diante dos relatos, consumidores cobram fiscalização mais intensa em supermercados e atacadistas de Porto Velho, tanto sobre o cumprimento das ofertas quanto sobre as condições dos alimentos disponibilizados à população. As situações relatadas pelos clientes ainda dependem de apuração dos órgãos competentes para eventual constatação de infrações.
O espaço permanece aberto para manifestação do Supermercado Nova Era e dos órgãos responsáveis pela fiscalização.
Texto e fotos: Miro Costa www.expressaorondonia.com.br








