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domingo 24 outubro 2021

Após prefeito tomar a escola, alunos do Senai em Pimenta Bueno são remanejados, para não perder cursos técnicos

Para não paralisar os cursos técnicos que foram jovens em Pimenta Bueno, o Senai teve de remanejá-los a escola do Sesi

PIMENTA BUENO – Para o professor Diógenes Moraes, 45 anos, pernambucano de Palmares, e atual gerente da Escola Senai em Pimenta Bueno, os 16 anos de Sistema S lhe premiaram com notícias alvissareiras, especialmente aquelas apontando o aproveitamento e a valorização da mão de obra no mercado profissional de Rondônia, estado que já possui quase 1,9 milhão de habitantes, conforme o IBGE.

“Eu sempre fui ligado ao Sesi (Serviço Social da Indústria), mas em agosto de 2020 assumiu também a Escola do Senai, acumulando as duas”, informa.

O prédio da escola do Senai em Pimentas Bueno foi inaugurado em 2018. O Senai logo foi adotado como alavanca para o município se desenvolver. “Não apenas aqui, mas em toda Rondônia, onde tem Senai tem futuro”, frisou Moraes.

Alunos de cursos técnicos do Senai ainda na escola que o prefeito diz que nunca funcionou e quer tomar na ‘mão grande’

Ele disse que muitos jovens que fizeram cursos técnicos na escola Senai desde sua inauguração em 2018 já estão atuantes no mercado de trabalho. Outros “carregam bagagem técnica” que os capacita para exercer cada profissão. “O Senai”, ele disse, “é uma das mais conhecidas e respeitas instituições técnicas de ensino do mundo”.

Segundo o diretor, três turmas estão em andamento na escola, e o próximo edital abrirá propostas de vagas para 2022.

“Temos turma fechada com 47 alunos de assistentes administrativos que estudam duas vezes por semana presencialmente e noutros três dias estagiam na indústria Ciclo Cairu; outra turma do novo Ensino Médio e de Educação Básica ao mesmo tempo tem 60% de aulas voltadas para o campo técnico; e os alunos de eletromecânica, infelizmente abatidos pela pandemia, se reduziram para 18”, relatou.

Para não perder o curso técnicos e a chance de rápido ingresso no mercado de trabalho, esses jovens foram remanejados para a escola do Sesi em Pimenta Bueno

Com a interdição da escola por um decreto do prefeito do município, Arismar Araújo (PSL), as três turmas que fazem cursos técnicos na escola Senai foram obrigadas a serem transferidos para as dependência do Sesi, onde se pratica o ensino regular desde o fundamental.

Os alunos do Senai chegaram com seus simuladores para estudar a parte prática do curso.

ÂNIMO PÓS-PANDEMIA

Ex-alunos da escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) em Pimenta Bueno relatam o aprendizado, elogiando disciplinas e professores.

Alexander da Silva Nascimento, 37, estudou hidráulica há dois anos no Senai, numa turma com cerca de 40 alunos. Embora não atue na área, considera “um aprendizado a mais para o currículo”.

“Minha área é refrigeração, mas eu tive o privilégio de ser um dos que mais participaram do curso. Aquilo me marcou muito: montamos maquetes de caixas-d’água, aproveitamos lições da sala de aula e na prática, nossas maquetes foram ainda maiores”, conta.

“Tivemos professores de excelência, que destravaram a nós todos, contribuindo para que a gente vivesse, de fato, o Ensino Superior”, comenta Bianca Alves Oliveira, 19.

Quando se deparou com os primeiros momentos do curso de técnica de qualidade, em 2020, Bianca percorreu prédios, especialmente depósitos, depois ingressou na análise da situação geral de empresas. “Participei de auditorias, não só apontei falhas, porém, soluções”, disse.

Bianca considera o Senai “casa de bons professores”.  Mencionou três: “Henrique Quirino, de administração, que nunca nos deixou faltar nada; Marcela Kalki, bombeira e formada em segurança do trabalho; e Rafaela Arrabaça, engenheira civil”.

Jailton Neres da Silva, 39, aluno de mecânica, começou numa turma de 32 alunos e atualmente com 16. Trabalha na Globo Aves, em Espigão do Oeste, onde já foi eletricista e atualmente é inspetor de equipamentos.

Elogia a equipe de professores, embora lamente que antes do atual professor Leandro, outros quatro não permaneceram no curso. “Antes de concluir o módulo, eles se mudavam para outros empregos”, disse. Otimista, confessa que a pandemia não esmoreceu a todos: “Se tudo correr bem, agora, em dezembro concluirei o curso e com certeza terei chance no mercado em Pimenta Bueno e na região”.

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