PORTO VELHO – Os moradores de Rondônia começam a ser duplamente penalizados com o reajuste da conta de luz a partir de hoje, sábado, 13, com aumento de 14,64 por cento na conta de suas residências e de 18,49% a mais para indústria e comércio. E este aumento para a indústria e comércio também é repassado ao consumidor em forma de aumento de preços.

É um inexplicável paradoxo para um estado que produção enorme porcentual da energia limpa do país ter de pagar uma das tarifas mais caras entre todos os estados da federação.
Se quiser garantir o panetone das crianças, é melhor o consumidor pensar em passar o Natal à luz de velas!
A diretoria da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou no início da semana o reajuste tarifário anual requerido pela Energisa Rondônia – única distribuidora e comercializadora de energia no estado.
O reajuste impacta diretamente cerca de 729 mil residências ou unidades consumidoras – eufemismo técnico utilizado pelo setor elétrico – nos 52 municípios de Rondônia.

Segundo a Aneel, os principais fatores que influenciaram o reajuste foram os custos com compra, distribuição e transmissão de energia, além dos encargos setoriais e dos componentes financeiros do processo tarifário anterior. Isso explica alguma coisa pra você que vê a cada dia o salário encolher diante dos aumentos de preços?
Na mesma reunião, também foi aprovada uma revisão tarifária extraordinária (RTE) da empresa. Neste reajuste, foi aplicado o impacto financeiro de R$ 57 milhões da RTE, o que representa um efeito de 2,15% nas tarifas. O valor restante será diluído nos próximos processos tarifários.
O reajuste afeta consumidores de alta e baixa tensão. Na alta tensão, estão incluídas as classes A1 (igual ou superior a 230 kV), A2 (de 88 a 138 kV), A3 (69 kV) e A4 (de 2,3 a 25 kV). Já na baixa tensão, a média contempla as classes B1 (residencial e baixa renda), B2 (rural), B3 (industrial, comercial, serviços e poder público) e B4 (iluminação pública).
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