Anac não pode ver só o lado do mercado, adverte MP em reunião para debater o ‘apagão aéreo’ em Rondônia

antes de entrar com ação contra as empresas, o Ministério Público pede a retomada de rotas de voos comerciais em Rondônia

PORTO VELHO – O Ministério Público de Rondônia (MPRO) se reuniu nesta segunda-feira, 4, com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e representantes das companhias aéreas Azul, Gol e Latam para cobrar melhorias na oferta de voos em Rondônia. O pedido foi motivado pela onda de reclamações da população sobre a recente retirada de linhas comerciais.

A promotora de Justiça Daniela Nicolai de Oliveira Lima, titular da Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor, informou que o MPRO está em tratativas com as companhias aéreas sobre os pontos de um termo de ajustamento de conduta (TAC) para que as empresas aperfeiçoem os serviços. A promotora de Justiça argumenta que o transporte aéreo é um serviço essencial e estratégico para viagens de negócios, saúde e lazer.

 

Portanto, de acordo com a lei de concessões públicas, a Anac precisa olhar para o interesse público e considerar preços palatáveis para os consumidores, não apenas os interesses do mercado.

“Estamos tentando, com apoio de todos os órgãos de defesa do consumidor, classe política e representantes da OAB, chegar a um denominador comum para restabelecer os voos em Rondônia. As companhias aéreas alegam problemas econômicos e o alto índice de judicialização como principais complicações no setor, mas estão abertas ao diálogo para chegarmos a uma solução consensual. Se não for possível, iremos judicializar”, comentou a Promotora de Justiça Daniela Nicolai.

Reunião na Promotoria de Defesa do Consumidor do MP com representantes dos órgãos de defesa do consumidor, na manhã desta segunda-feira

O diretor do Centro de Apoio Operacional Unificado (Caop unificado), procurador de Justiça Marcos Valério Tessila de Melo, e o coordenador do Grupo de Atuação Especial Cível e de Defesa dos Direitos Humanos, da Cidadania, do Consumidor, das Crianças, Adolescentes e Jovens e da Saúde (GAECIV), Promotor de Justiça Julian Imthon Farago, ressaltaram que o MPRO pede o retorno das linhas que já eram oferecidas anteriormente.

As companhias aéreas, por sua vez, demonstraram interesse em dialogar e defenderam que o Estado não está desassistido.

Também participaram da reunião representantes do Ministério Público Federal (MPF), da Defensoria Pública do Estado de Rondônia (DPE-RO), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Seccional Rondônia, do Programa de Orientação, Proteção e Defesa do Consumidor (PROCON), da Associação Brasileira das Empresas Aéreas (ABEAR), da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) no Brasil, e Deputado Estadual Delegado Lucas, representando a Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa de Rondônia (ALERO).

Fonte: Gerência de Comunicação Integrada MPRO



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