Advogado é detido e servidor público é investigado por supostos crimes contra menores de idade em Lábrea

Em uma operação policial realizada nesta quarta-feira (27) em Lábrea, as autoridades efetuaram a prisão de um advogado de 58 anos, acusado de crimes sexuais contra adolescentes. A investigação também atingiu um funcionário do Fórum local, de 41 anos, suspeito de delitos semelhantes.

De acordo com as investigações, conduzidas pela delegada Larissa Barreto, o caso veio à tona há aproximadamente duas semanas, após denúncias indicarem o envolvimento do advogado em relações sexuais com menores. Inicialmente, foram identificadas duas vítimas, mas o número aumentou conforme a investigação avançava. Nossa reportagem apurou que o advogado foi transferido para Manaus por determinação das autoridades judiciárias de Lábrea.

“Descobrimos que três adolescentes foram vitimadas. Uma delas tinha 14 anos, outra 15, e uma terceira, hoje com 17 anos, era menor de 14 quando os abusos ocorreram, configurando estupro de vulnerável”, detalhou a delegada responsável pelo caso.

As investigações também apontaram que o advogado praticava perseguição contra uma das vítimas, de 15 anos, através de mensagens insistentes e tentativas frequentes de encontros. Durante o desenrolar do caso, surgiu a conexão com o servidor do Fórum, suspeito de ter abusado sexualmente da adolescente de 17 anos.

Na operação desta quarta-feira, foram cumpridos mandados judiciais nas residências de ambos os investigados. Na casa do advogado, além de sua prisão temporária, foram apreendidos aparelhos celulares e computadores portáteis. Procedimento similar foi realizado na residência do servidor público, com a apreensão de dispositivos eletrônicos que serão submetidos à perícia.
“Os equipamentos apreendidos passarão por análise técnica, e ambos os suspeitos estão sendo investigados por estupro de vulnerável, além de outros possíveis crimes sexuais. Ao término do procedimento investigativo, serão devidamente responsabilizados pelos seus atos”, concluiu a delegada Barreto.

O caso segue em investigação pela polícia local, que trabalha para reunir provas adicionais e identificar possíveis outras vítimas.


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