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A borracha renasce em Goianésia

Amazônia, berço natural da seringueira, está fora do topo. Nada indica que poderá ter qualquer papel significativo no futuro.

LÚCIO FLÁVIO PINTO

Goianésia está se tornando um novo polo de produção de borracha natural no país. Não a Goianésia do Pará, mas a Goianésia do planalto goiano, que já possui 20 mil hectares de seringueiras plantadas.

Até algum tempo atrás, essa façanha parecia impossível. A região de Cerrado, com um período seco de cinco meses, era um desafio para uma espécie nativa da Amazônia, úmida e seca o ano inteiro.

Pesquisa de duas décadas da Embrapa encontrou uma saída tecnológica para superar essa dificuldade. Não no Brasil, que só usa 15 variedades da planta, mas em dois outros continentes. Da Ásia foram trazidos 63 clones, principalmente da Malásia, da Indonésia e da China. Mais 11 da África, da Costa do Marfim, E só 11 variedades do Brasil. Dos testes, resultaram 14 clones, nenhum deles do nosso próprio País.

Raimundo Pereira plantou seringueiras próximo às árvores nativas na Resex do Cautário

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O plantio experimental de 3 hectares numa das três propriedades particulares que receberam as mudas deu certo e agora já estão a caminho da produção. Numa delas, de 800 hectares, foram plantadas 386 mil seringueiras.

Na expansão, para mais 800 hectares, o plantio será de 400 mil árvores. A produção é de três toneladas por hectare, mais do dobro da média nacional. Goiás será o terceiro maior produtor de borracha, abaixo de São Paulo (com 60% do total) e Minas Gerais.

A Amazônia, berço natural da seringueira, está fora do topo. Nada indica que poderá ter qualquer papel significativo no futuro. Ajustadas para o cerrado, as novas variedades estão consolidando a economia gomífera brasileiro, como mostrou reportagem de 12 minutos do Globo Rural da TV Globo, no domingo passado.

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O rendimento da borracha supera o da soja e dá um emprego a cada cinco hectares, gerando efeito para trás (na produção de mudas) e para frente (no beneficiamento da borracha bruta).

A natureza puniu a Amazônia neste capítulo, mas o Brasil pode ganhar ainda mais.

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Fotos: Frank Néry (Secom-RO).

N. da R:
Os municípios de São José do Rio Claro (MT) e Cassilândia (MS) também cultivam em larga escala e poderão ser, brevemente, a grande fonte de matéria-prima para empresas fabricantes de pneumáticos. Já em Rondônia, a organização Pacto das águas acredita na melhoria do padrão produtivo. Iranianos, franceses e gaúchos já adquirem aqui o látex da Reserva Extrativista do Rio Cautário [Montezuma Cruz].

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