
PORTO VELHO – Marcos Rogério assume o governo de Rondônia no dia 1 de janeiro de 2027, para um mandato de quatro anos, função para a qual foi eleito no primeiro turno em 4 de outubro. O clima com a chegada do novo governador é de expectativa, principalmente entre seus eleitores. Rogério já deixou claro que manterá uma relação amistosa com todos os poderes. E não poderia ser diferente. Afinal, os poderes precisam andar juntos, atuando de maneira harmoniosa, sem, contudo, extrapolar suas prerrogativas constitucionais.
A ninguém é licito ignorar serem grandes os desafios do governador eleito. Para isso, ele vai precisar, entre outras coisas, cerca-se de uma boa equipe de colaboradores. Curiosamente, Marcos Rogério nem sequer foi diplomado, mas já começaram as especulações sobre possíveis nomes para comporem seu time. Lembro que os cargos públicos precisam ser preenchidos respeitando os princípios da impessoalidade, moralidade e eficiência.

Espero que o senhor Rogério não siga o velho caminho do clientelismo, do favoritismo, do nepotismo, do afilhadismo, e tantos outros ismos que impregnam a política nacional. Não precisa ter bola de cristal nem ser especialista em nada para saber que, se isso acontecer, sua administração será um desastre. Afinal, governar um estado com tantos problemas como tem Rondônia, especialmente nas áreas da saúde e segurança pública, não é tarefa para correligionários políticos incompetentes, tampouco para parentes, amigos, amigos dos amigos, mas para os melhores profissionais.
O novo governador vai precisar blindar o seu coração contra a sanha malévola dos fofoqueiros, dos portadores de “boas notícias, dos aproveitadores de plantão, que só sabem viver voejando à sombra do poder e, principalmente, daqueles que vão fazer de tudo para lhe tirar dos olhos a imagem realista do nosso estado, onde a maioria da população sofre com a precariedade de serviços públicos essenciais, como saúde, segurança, educação. Que Deus abençoe o governador Marcos Rogério para que ele possa realizar uma administração séria, profícua, transparente e humana.
*É servidor público aposentado e analista político; colaborador






