
PORTO VELHO – A indústria do cinema brazuka achou seu caminho deixando a Xuxa, Trapalhões e a pornochanchada para contar histórias de vidas de gente comum, religiosos, artistas, políticos e na sua maioria com o financiamento do burro, do pagador de impostos e a coisa ia firme até o alvorecer da era Vorcaro quando veio o petardo: os Bolsonaros teriam um filme sobre o “papi” com a digital do Vorcaro: “Quem quer dinheiro?”. Pego no contrapé, Flávio rodou como um peru bêbado falando que o negócio foi particular, sem grana pública.

A coisa servia para deixar Flávio nas cordas, mas o segundo turno se aproxima e de repente a bomba: acreditem, outra película vorcariana sobre Lule surgiu de uma delação de Veja: agora com a grana pública, propina e tramóias para os cofres do PT como novos pixulecos. Do enredo digo apenas que com o PT nada é de graça e tudo é muito caro. Putz, a pornochanchada era quase livro de receita. Pornografia mesmo, só na política.
Vorcaro e suas delações
Como explicar para alguém que leu a Veja que não existe a delação do Vorcaro apesar dos áudios, valores, nomes e da afirmação de que foi rejeitada pelo PGR? Mônica Bérgamo disse que o dinheiro citado pela Veja, R$ 30 milhões não existe, mas a Veja confirma que existe. And now my friend? Vorcaro teria sido roubado pelos “amigos”.

Se foi, nada fará pois, segundo Zé de Nana, “ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão”. E como há referências à Renata do Lulinha, Guido, Lulinha, Okamoto, Vaccari, Instituto Lula, todos conhecidos da polícia e da justiça e, considerando que o PGR-Paulo Gonet Resolve, negou a delação, sou pela evisceração total da barrigada da Veja ou da Monica Bergamo”. Vejam como agora faz sentido aquela frase do Lule sobre o Daniel Vorcaro: “não era apenas um ladrão, mas um mágico”. Acho que debaixo desse angu tem carne…
Produto vencido
Fim do primeiro turno e o que se esperava do Lula seria o “corre” por apoiadores, vez que na sua bolha só haviam canhoteiros e puxadinhos do PT. Quem vive na bolha, só fala nela, só vê quem está nela e se surgir algo novo é visto de banda. Lule do alto de tantas eleições disse: “essa foi a campanha menos organizada desde 89” e danou-se atrás dos culpados e na busca do marqueteiro salvador.
Pau no Sidônio, ministros, Kátia Abreu que pediu mais Alckmin e menos Janja” e até levando um cacete por conta disso e de repente pensaram no João Santana de triste memória e aí pintou a garota prodígio de Minas Gerais pulando ao lado do rei dos pobres e que com a sua figura jovem e negra desancou todo mundo, dando norte na campanha por menos de 48 horas, até enxergarem nela a Janja mais nova e claro, também atrapalhada. Ana Elisa, fenômeno eleitoral, já foi embora e o “corre” atrás do marqueteiro continua, sem que alguém entenda a questão: não é o marketing. É o produto que está vencido e tentam vender aos compradores que já escolheram outro o produto caro, velho e rejeitado. O PT não aceita, mas Lula deve parar e, hoje riquíssimo, curtir a velhice. Lula “jaoéra!”
O new marketing da Ana Elisa
Para aumentar a venda de creme dental, amplie-se a boca do tubo. Para vender mais Pepsi, teste cego com a Coca e vai por aí. O marketing faz coisas incríveis, mas é é preciso ter criatividade, discurso lógico, embalagem e produto honesto, sem o que, nada ocorre. No marketing político, a regra é igual e a fala da nova musa digital do PT tem uma criatividade controversa.

Só isso. “Nós precisamos ir atrás desses votos porque o eleitor do Renan Santos e do deputado federal Kim Kataguiri é o eleitor que quer a volta da direita no Brasil. Tenho convicção que é de forma orgânica, não explícita, que o eleitor venha concomitantemente para o voto no Lula, e não por amar o Lula, de forma alguma, mas por entender que, caso nós tenhamos o Jair Bolsonaro como presidente da República, essa é a última chance que temos de exterminar o bolsonarismo”. Os espertos viram a esperteza de araque e Ana Elisa que já estava abduzindo o casal imperial com as selfies e tik-toks, dançou. É quinta série: juntem-se 520 mil votos do Kim mais 2,7 mil do Renan e Lula só precisa dançar no tiktok, fazer selfie e cair nas redes, o que é fácil para quem tem uma professora, a mestra Janja. Mas e a rejeição ao PT? Que tal trocar a embalagem e depois mudar a data do produto vencido?
A barbárie como ideologia e o vandalismo como prática
Se existe algo fácil de entender na política partidária atual, é o “nós contra eles”. A manifestação da esquerda na Avenida Paulista, em São Paulo, estranhamente denominada “Marcha pela Democracia”, mostrou o real significado da frase, raiz da intolerância, ódio e desprezo por quem pensa diferente dos “NÓS”.

Medo e estupor foi o que se viu com a depredação no Metrô na Consolação, com portas e grades quebradas, com pichações em várias estações e o “Viva a Revolução” além do lixo, baderna, abusos e agressões aos “eles”. O feriado da padroeira foi de trabalho com a limpeza das ruas, reparos no que foi quebrado e de lamento pelo que houve, no que seria só a “Marcha pela Democracia”, um ato político pro Lula. Lembrei logicqamente do 8 de janeiro, Débora do Baton e das penas. Até 25 de outubro, muita coisa pode ocorrer, mas a cantilena, o “nós contra eles”, vai continuar. A barbárie e a estupidez são doenças de difícil cura. É nóis mano!
Não é o fim, mas o princípio.
Numa só lapada, o presidente da Câmara dos Vereadores de Porto Velho tomou duas medidas vendidas ao pagador de impostos como saneadoras, necessárias, orientadas pelo TCE e da noite para o dia em torno de 700 comissionados que prestavam os serviços não sei quais, onde, quando e a quem eram prestados, na Câmara dos Vereadores de Porto Velho. Sinto muito e imagino o momento por que passam famílias que tinham no orçamento o ganho mensal do seu labor.

Para refletir: a folha de pagamento era grande face a um contingente excessivo que levou às demissões? Os valores pagos estariam além os do mercado, o que inflacionou a folha? Os serviços que eram feitos não mais existem face a alguma de novas tecnologias? Teria havido quantidade superestimada de servidores? Deixo claro que afasto a questão política que andou passeando nos corredores e que teria a ver com nova eleição e novo arranjo de forças. Seria cruel. Porém, há outra medida saneadora e nela a Mesa Diretora já eleita perdeu o mandato sem ter assumido e foi reorganizada com base no tal arranjo de forças. Aí ficou a dúvida: foi tudo normal? Dentro da moralidade, publicidade e transparência?






