Arcebispo de Aparecida diz que o evangelho “não nos autoriza a odiar quem pensa diferente”

Missa solene foi conduzida pelo arcebispo Dom Mário Antônio e foi acompanhada por autoridades como o vice-presidente Geraldo Alckmin

São Paulo — Em meio à disputa presidencial de segundo turno e uma polêmica envolvendo a imagem de Nossa Senhora Aparecida, a Missa Solene no Santuário de Aparecida, realizada na manhã desta segunda-feira, 12, pregou o respeito mútuo entre as pessoas. A celebração foi conduzida pelo arcebispo metropolitano de Aparecida, Dom Mário Antônio da Silva.

“Muitas vezes alimentamos divisões, com armamentos, com guerras, e tantos confrontos entre nós o evangelho não nos autoriza a odiar quem pensa diferente e nem a matar os inimigos. O evangelho nos autoriza a construir pontes onde alguém abre precipícios ou pontes, ou onde alguém ergue muros”, disse o Arcebispo durante a homilia.

A solenidade foi acompanhada pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e a vice-primeira dama, Lu Alckmin; pelo Ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT), pela deputada federal eleita Tabata Amaral (PSB) e o marido dela, o ex-prefeito de Recife, João Campos (PSB); e pelo presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab.

A Festa da Padroeira de 2026 é a primeira de Dom Mário Antonio como Arcebispo de Aparecida. A edição deste ano também marca a conclusão da Jornada Bíblica do Santuário Nacional, projeto que, ao longo de oito anos, consolidou o revestimento das fachadas da Casa da Mãe Aparecida com mosaicos inspirados em passagens bíblicas.

Programação do Dia da Padroeira

00h – Vigília Mariana;
04h45 e 12h – Toque dos Sinos;
05h, 07h, 14h, 16h – Missa;
09h – Missa Solene – Celebrante: Dom Mário Antonio, Arcebispo de Aparecida;
12h – Missa das Crianças;
15h – Consagração Solene – Basílica Histórica;
18h – Missa de Encerramento;
19h30 – Procissão Solene e Show Pirotécnico

As missas podem ser acompanhadas ao vivo no site do Santuário.

Polêmica com Nossa Senhora Aparecida

Cerca de uma semana antes do primeiro turno das eleições de 2026, Nossa Senhora Aparecida passou a ser alvo de manifestações que opuseram diferentes setores políticos e religiosos. De um lado, grupos associados à direita e a setores evangélicos; de outro, reações de grupos ligados à esquerda e ao catolicismo.

O episódio começou no último dia 24 de setembro, quando passaram a circular na internet publicações afirmando que o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro estaria por trás de um plano para retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil.

Segundo as publicações, a articulação teria partido de setores evangélicos próximos ao senador. A informação, porém, não encontra respaldo em um projeto atualmente em tramitação e foi negada por Flávio.

Por:Alessandra Ferreira
Fotos: William Gonçalves/ Metrópoles
Fonte: Metrópoles.com.br

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