BRASIL — O Brasil registrou 478 crimes eleitorais até as 16h deste domingo, 4, primeiro turno das eleições de 2026, segundo boletim do Ministério da Justiça e Segurança Pública.

Somadas a crimes comuns e a outros incidentes em locais de votação, as ocorrências chegam a 527 em todo o país.
O número representa 165 crimes eleitorais a mais do que o informado no boletim anterior do ministério, divulgado no início da tarde, quando a pasta contabilizava 313 registros após seis horas de votação.
Além dos crimes eleitorais, o levantamento inclui 5 crimes comuns contra candidatos, 5 crimes comuns em locais de votação ou apuração e 7 incidentes como falta de energia, incêndios e bloqueios de via.
Propaganda irregular puxa a fila
A propaganda eleitoral irregular é a ocorrência mais frequente, com 180 registros, o equivalente a 34,2% do total. Em seguida aparecem a boca de urna, com 129 casos (24,5%), e a compra de votos, com 74 (14%). Juntas, as três respondem por quase três em cada quatro ocorrências do dia.
A lista inclui ainda 30 casos de desobediência a ordens da Justiça Eleitoral, 15 de desordem que prejudicou os trabalhos nas seções e 6 de transporte ilegal de eleitores.
Nordeste tem maior número de casos
O Nordeste reúne 189 ocorrências, o que corresponde a 35,9% do total. O Sul vem em seguida, com 111 registros, à frente do Sudeste (103), do Norte (76) e do Centro-Oeste (48).
Entre os estados, Minas Gerais lidera com 59 ocorrências. Completam a lista dos cinco primeiros: Rio Grande do Sul (48), Santa Catarina (39), Pernambuco (37) e Paraíba (35).
São Paulo, que tem o maior eleitorado do país, aparece com 20 registros. O Acre e o Distrito Federal tiveram apenas um caso cada.
Caruaru lidera em ocorrências
A cidade de Caruaru, no Agreste pernambucano, é o município com mais ocorrências até agora, com 10 registros. Vitória do Xingu, no Pará, aparece em segundo lugar, com 8, e Blumenau, em Santa Catarina, em terceiro, com 7.
Pernambuco tem ainda Petrolina entre as cidades com mais casos, com 5 registros, mesmo número de Florianópolis (SC) e Santa Cruz do Sul (RS).
Mais de 320 mil agentes nas ruas
A operação de segurança do primeiro turno mobiliza 320.667 agentes em todo o país. A maior parte, 304.670, pertence às forças estaduais. A Polícia Federal participa com 6.565 profissionais, a Polícia Rodoviária Federal com 2.726 e a Força Nacional com 142, além de uma tropa de contingência de 6.564 agentes.
Para o deslocamento das equipes, o ministério informa o uso de 34.275 viaturas, 239 embarcações e 121 aeronaves. A operação é coordenada por um centro integrado nacional e por centros estaduais ativos nas 27 unidades da Federação.
Sigilo do voto e violência
O boletim também aponta 10 casos de violação ou tentativa de violação do sigilo do voto. Entre eles está o de um fiscal de partido preso em Cardoso Moreira, no norte fluminense, depois de filmar o próprio voto.
Foram registrados ainda 5 casos de uso de violência ou grave ameaça para obter voto ou abstenção e 3 de calúnia contra candidato.








