BR-364, a ‘rodovia da morte’ agora faz uma empresa milionária, enche cemitérios e joga famílias no luto

Nada de novo no front, no primeiro debate entre os seis candidatos ao governo, na Band TV!

Sérgio Pires

OPINIÃO DE PRIMEIRA – Não tem mais como imaginar que, algum dia, a série semanal de tragédias vá terminar. Os perigos são a cada hora, a cada dia e as múltiplas mortes se acumulam semana a semana. A BR- 364, mesmo privatizada e com os pedágios mais caros do país (o faturamento da empresa que lidera o consórcio já bateu nos 70 milhões de reais) continua com sua sanha assassina.

Na semana passada, matou cinco pessoas da mesma família, no distrito de Abunã. Nesta, mais três vítimas fatais, desta vez em Itapuã do Oeste. Nos mais de 1.200 quilômetros até Rio Branco, desde a fronteira com o Mato Grosso, a BR apresenta dezenas de atestados de óbitos todos os anos.

Acidente na BR-364, entre Ariquemes e Jaru — Foto: Reprodução/Redes Sociais

O consórcio vencedor da privatização faz remendos, melhora aqui e ali, mas, no geral, os resultados práticos são pífios. Enquanto não for duplicada, em toda a sua extensão, a 364 continuará fazendo jus ao seu apelido de Rodovia da Morte.

Mesmo com todos os protestos e com recursos ainda em análise na Justiça, principalmente em relação ao preço dos pedágios e à necessidade de duplicação, nada aconteceu até agora.

De prático, mesmo foi o superfaturamento da concessionária. A previsão era de que, no primeiro ano, o faturamento com os preços abusivos dos pedágios batesse nos 40 milhões de reais. Só que, com os custos absurdos, em bem menos do que 12 meses, a grana nos cofres da empresa já bateu nos 70 milhões de reais.

Enquanto isso, os caixões se acumulam com corpos trucidados. Ou seja, alguns poucos ficam milionários com a BR privatizada e os cemitérios estão cada vez mais lotados de mortos por ela.

Esta não será uma campanha de alto nível, como se poderia sonhar!

O início da campanha em Rondônia começou na madrugada do domingo, com grande número de carros sendo adesivados pela dupla Adailton Fúria/Everton Leoni, no Espaço Alternativo. Foi um sucesso. Ainda durante o dia, no mesmo domingo, Marcos Rogério e Hildon Chaves também reuniram muita gente, em torno dos adesivaços que promoveram.

Se o trio que está à frente das pesquisas já está com campanha na rua, não se pode dizer o mesmo dos outros três concorrentes. A começar por Samuel Costa, do PSB, que foi retirado à fórceps da campanha, pelo diretório nacional do seu partido. Samuel já tinha feito pesados investimentos em adesivos e material de campanha, mas na enésima hora foi retirado da missão que havia conquistado democraticamente.

Foi também por isso que o petista Expedito Netto ainda não lançou oficialmente sua campanha. Terá que replanejar, para incluir o PDSB no rol da aliança de esquerda e oficializar apenas o nome de Luciana Oliveira ao Senado, já que Neidinha Suruí também foi defenestrada.

O último dos moicanos a entrar na batalha, Pedro Abib, do MDB, também não convocou seus parceiros para o início da campanha. Sua principal ação no primeiro domingo em que ela foi para as ruas, foi participar, em Ji-Paraná, do lançamento de Acir Gurgacz como o nome do seu partido, aliado ao PDT, para o Senado.

Nas principais candidaturas, cada um dos três candidatos cantou seus primeiros passos como “históricos”. Adailton Fúria anunciou que o evento no Espaço Alternativo, foi o maior da história de início de campanhas eleitorais em Rondônia.

Marcos Rogério considerou uma verdadeira carreata, a presença de tantos carros a serem adesivados. Hildon Chaves também comemorou o sucesso da sua iniciativa.

Agora, a batalha eleitoral está nas ruas. Já com algumas táticas claras. Uma delas: um candidato quer atacar seus adversários, mas não põe sua cara a bater. Contrata gente, prepostos, para fazer isso por ele. No domingo, ainda, está tática ficou clara, com “denúncias” nas redes sociais.

Virão ainda as Fake News e Deepfake e os ataques sorrateiros. Ou seja, nada de novo no front. O que se espera é que a Justiça Eleitoral esteja muito atenta e aja com todo o rigor que a lei determina, porque se não o fizer, teremos uma campanha ainda mais rasteira que as anteriores.

Ou seja, que ninguém se engane: não será uma campanha de alto nível!

Nada de novo no front, no primeiro debate entre os seis candidatos ao governo, na Band TV!

O que trouxe de novo o primeiro debate entre os seis candidatos ao Governo de Rondônia, ocorrida no horário do almoço desta terça-feira, na Band TV? Na verdade, muito pouco. Embora temas quentes tenham sido propostos, no geral cada um respondeu o que lhe interessava. Os debates quentes mesmo, até acima do tom (o que já era esperado) ocorreu entre a ala da esquerda.

Samuel Costa bateu firme em Expedito Netto, por causa da intervenção, acordada em nível nacional, no PSB regional, tirando as candidaturas dele, Samuel e de Neidinha Suruí da batalha. Netto se fez de morto para ganhar sapato novo: disse que nada tinha a ver com decisões do PSB. Pedro Abib respondeu e fez perguntas, mostrando preparo, mas, como os demais, não empolgou.

O trio que lidera as pesquisas (Marcos Rogério, Fúria e Hildon) foi no caminho do “mesmo do mesmo”. Como sintetizou o jornalista Rubens Coutinho, em vídeo nas redes sociais, “parecia um debate dos tempos do Cassol, do Raupp. Nada de novo”!

Obviamente que o debate, como pontapé inicial dos confrontos da campanha deste ano, foi importante. Houve alguns problemas, normais num programa ao vivo, mas foi a performance dos participantes que não trouxe algo de novo, vibrante, que pudesse mexer com o telespectador.

A partir de agora, vários outros confrontos vão acontecer. A campanha recém está começando. Por isso, o debate previsto para a SIC TV, em 21 de setembro, portanto daqui a 36 dias, este sim deve ser decisivo, em relação ao segundo turno. Até lá, a campanha vai esquentando, até ferver!

Acir, Bruno, Mariana, Fernando Máximo e Luís Fernando abrem oficialmente suas campanhas para o Senado

Alguns dos nomes mais cotados para a disputa ao Senado, também oficializaram suas candidaturas neste domingo. Em Ji-Paraná, dois dos mais fortes pretendentes reuniram grande público em seus eventos. Bruno Bolsonaro Scheid e Acir Gurgacz. Scheid defendeu teses da direita. Já Acir, também prestigiado por muita gente, também destacou sua preocupação com o desenvolvimento do Estado, enquanto seus eleitores pediam “Volta Acir!”.

Também foi oficializada a candidatura de Fernando Máximo, tanto em Porto Velho quanto no evento de Bruno Scheid, em Ji-Paraná. Mariana Carvalho começou com força, prestigiada por muitos admiradores e eleitores. Já Luís Fernando da Sefin participou, com sucesso, da largada do adesivaço promovido por seu candidato ao Governo, Adailton Fúria.

Sílvia Cristina, outra candidatura entre as que têm chances reais de chegar lá, já havia lançado, com grande público, o seu nome ao Senado, num evento de duas semanas atrás.

Há ainda pelo menos outros quatro nomes na corrida pelo Senado, mas não houve ainda lançamento festivo das campanhas. Entre os que tentam uma das duas cadeiras, embora com chances menores, estão Luciana Oliveira, do PT; Ayres Motta, do PV; Engenheiro Túlio, do Missão e Andreia Trevó, do Psol. O vereador Nilton Souza, do PSDB, desistiu de concorrer e Neidinha Suruí foi cassada pelo próprio partido, o PSB.

Neste ano, Rondônia terá direito a duas vagas. Dos atuais senadores, Marcos Rogério concorrer ao Governo e Confúcio Moura desistiu de tentar a reeleição.

Eleição: muito menos mulheres disputam. São 427 candidatos nos números finais, que ainda passarão pelo crivo do TRE

Menos mulheres, apesar de todas as campanhas para incentivar a participação delas. Na eleição de 2022, o Tribunal Regional Eleitoral registrou 215 candidaturas femininas. Neste ano, apenas 141. Ou seja, em números absolutos 74 mulheres a menos. Em percentual, a queda foi de mais de 53 por cento. Esta é a surpresa relacionada com os números registrados no TRE rondoniense, aptos a concorrem, ao menos até o julgamento final de todos os pedidos de registros de candidaturas.

As mulheres, na eleição deste ano, representam apenas 33 por cento das candidaturas. Há, portanto, dois homens para cada uma delas, na corrida pelas cadeiras em disputa. Um dos motivos para esta queda pode ter sido o aviso do Ministério Público Eleitoral e do próprio TRE, que farão duríssima fiscalização nas candidaturas, para combater, com todo o rigor, as fraudes de gênero, que ocorreram em grande número na eleição passada.

Em Rondônia foram solicitados 427 registros de candidaturas à Justiça Eleitoral. Desse total, seis são para a disputa ao Governo e outras seis para a Vice-governadoria. Dez pedidos de candidaturas ao Senado foram oficializados, além de 10 para primeiro suplente e 11 para segundo suplente.

Para a Câmara Federal, são 130 concorrentes, mais de 16 por vaga, caso todos sejam aprovados.  Já em relação à Assembleia Legislativos, os registros chegaram a 254 foram para deputado estadual, com 10,5 candidatos por vaga. Já para o cargo de presidente da República foram registradas, no TSE, um total de 13 candidaturas.

Samuel e Neidinha Suruí protestam, mas só algum milagre político pode lhes devolver as candidaturas

A situação entre PT e PSB continua tensa. Há ainda alguma esperança jurídica para os que foram sacaneados no conluio entre os diretórios nacionais dos dois partidos, que culminou com a decisão de que o PSB tem que ser muleta para uma candidatura do PT ao Governo de Rondônia.

Samuel Costa, o escolhido em convenção para concorrer ao Governo, não aceita ser nominado como ex-candidato. Ainda espera por decisões do TRE e do sistema da Justiça Eleitoral, contando, ainda, com a possibilidade de manter sua campanha.

Claro que, tecnicamente, ele está certo. Mas a legislação eleitoral é clara: as decisões emanam do diretório nacional do partido, que tem o poder de vida e de morte sobre as candidaturas. Ao menos em tempos recentes, não se tem notícia de algum caso de decisão nacional modificada em tribunais. Mas, nunca se pode perder a esperança, por menor que ela seja.

Enquanto o candidato do PT ao Governo silencia, Samuel Costa ataca. E ataca com força. Em textos distribuídos na mídia, ele e sua candidata ao Senado, Neidinha Suruí, batem firme naqueles que, até há pouco, eram aliados em Rondônia. Samuel sempre destaca que, por aqui, era ele e não Expedito Netto ou a maioria dos petistas, o maior defensor do presidente Lula e seu governo.

Ainda a espera de uma espécie de milagre, que lhes devolvam as candidaturas, Samuel Costa, Neidinha Suruí; seus dois suplentes; os nove candidatos à Câmara Federal e os 15 à Assembleia Legislativa, estão cassados, ironicamente, pelo seu próprio partido.

Caras novas na política: centenas de opções chegam para dar ao eleitor uma nova opção nas urnas

São centenas de candidatos. Obviamente que, quanto mais conhecidos, mais chances têm de se eleger. Mas como o eleitor muitas vezes reclama que não tem opções novas, neste espaço vamos destacar alguns personagens, que certamente terão pouco espaço na mídia. Praticamente todos terão apenas algum um espaço pequeno, muito pequeno, no horário eleitoral gratuito.

Na maioria dos casos, são pessoas que enfrentarão as urnas pela primeira vez. Homens e mulheres que querem ocupar espaço na vida pública rondoniense. Terão pouco espaço, terão pouco dinheiro para gastar, sairão muito atrás dos atuais políticos que concorrem à reeleição, mas estarão dando o primeiro passo para tentarem um futuro na nossa política.

Aqui neste espaço, terão vez e voz. Nesta primeira relação, vamos apresentar cinco candidatos à Câmara Federal e cinco à Assembleia Legislativa. Em futuras edições, serão apresentados mais alguns que podem ser chamados de novatos na corrida das urnas.

Para a Câmara Federal: Cleuda Maria de Souza (Cleuda da Estética, do Partido Novo);  Ygor Requenha Romano, do PDT;  Najara Leandra de Oliveira, do Avante;  Maurício Conti, do Partido Novo e  Caio Eduardo Caseiro de Lima Machado, do MDB.

Para a Assembleia Legislativa: Carlos Deike (Republicanos), Ida dos Idosos, do Podemos; Mary Bombeira (PRD); Adriano Mariz da Fórmula 1 (PP) e Ana Clyeane (Podemos).

Há pelo menos duas centenas de caras novas nas extensas relações de candidaturas no nosso Estado. Há que se dar oportunidade de ao menos analisar e conhecer as propostas desta gente tudo.

Só três dos atuais deputados estaduais não vão batalhar pela reeleição. Dos 21 que disputam, quantos conseguirão?

Dos atuais deputados que concorrem à reeleição, três deles já presidiram a casa: o atual, Alex Redano (Republicanos) e os dois anteriores, Marcelo Cruz (Avante) e Laerte Gomes (PSD). Apenas três dos atuais parlamentares estaduais não postulam voltar às suas cadeiras: Delegado Camargo, candidato a vice na chapa liderada por Marcos Rogério; Cirone Deiró, vice de Hildon Chaves e Ezequiel Neiva, que pretende concorrer à Câmara Federal.

O PL apresenta seis dos atuais deputados para a reeleição: Alan Queiroz, Delegado Lucas Torres, Dra. Taíssa Souza, Jean Mendonça, Luizinho Goebel e Nim Barroso. O PRD vem com Rosângela Donadon, Edevaldo Neves, Jean Oliveira, Pedro Fernandes e Ribeiro do Sinpol. Ismael Crispin é o representante do Progressista.

Vão buscar mais um mandato, também: Cássio Góis, Eyder Brasil e Jesuíno Boabaid (que está na vaga de Laerte Gomes, licenciado) e Gislaine Lebrinha, todos os PSD; Cláudia de Jesus, do PT; Ieda Chaves, do União Brasil e dr. Luiz do Hospital, do Partido Novo.

Obviamente sendo mais conhecidos do eleitorado, com boas estratégias baseadas na experiência, já que alguns destes parlamentares já tem vários mandatos e, ainda, com bons recursos financeiros disponíveis, quem busca a reeleição, na prática, tem muito mais chances do que os novatos.

É neste contexto que se calcula que as possibilidades de retornarem às suas cadeiras, pode chegar a até 60 por cento dos atuais deputados. Quantos deles conseguirão? Só as urnas vão responder, na eleição do outubro que está chegando.

Depois da tempestade, a paz: Tony Pablo agora é grande apoiador da candidatura de Fúria

Nada como um dia depois do outro. Depois de dar várias “rasteiras” em seu parceiro e amigo de longos anos, Adailton Fúria, o prefeito que o sucedeu em Cacoal, Tony Pablo, foi às redes sociais abraçado a Fúria, anunciando seu total apoio ao candidato do PSD ao Governo do Estado. O que pode ter acontecido, para esta surpreendente declaração de total e incondicional apoio?

Provavelmente nunca se saberá os reais motivos. O que se sabe é que Tony, desde que assumiu, negou Fúria não só três, mas várias vezes. Não só negou, como atacou. Entre outras coisas, fez críticas à forma como recebeu os cofres municipais e criticou até a menina dos olhos de Fúria: os hospitais que ele entregou à sua cidade.

Fez mais, o Tony Pablo: fez questão de aparecer recebendo adversários de Fúria, como os candidatos ao Governo Hildon Chaves e seu vice, Cirone Deiró e, dias depois, Marcos Rogério e o deputado do PL, Coronel Chrisóstomo, aparecendo em cenas de visitas a áreas de Cacoal e deixando no ar uma forte aproximação com os adversários de Fúria.

Houve, claro, forte reação contra Tony Pablo, na cidade onde o ex-prefeito saiu com aprovação batendo nos 80 por cento. O que mais terá havido, para esta mudança de posicionamento tão radical e em tão poucos dias? Claro que nos bastidores há teorias, mas nenhuma delas, ao menos até agora, comprovadas pelos fatos.

A campanha iniciou no domingo e logo em seguida Tony Pablo decidiu fazer o vídeo com declaração de apoio ao seu parceiro de mais de uma década e meia. Na política, nem tudo é o que parece. O que era um prenúncio de confusão e prejuízo à candidatura de Adailton Fúria, agora se acalmou totalmente. Qual terá sido o milagre?

Como diria Shakespeare, foi “muito barulho por nada!” a história do atentado do escapamento

Nada de tiro. Nada de tiros. Foi apenas um estrondo, pouco mais que um estampido, vindo de uma velha camioneta, com seu escapamento problemático. Todo o alvoroço de que teria tido um atentado contra dois policiais – o chefe de segurança do candidato ao governo Hildon Chaves e seu irmão, ambos da Polícia Militar – foi, como diria Shakespeare, em sua peça humorística de cinco atos,“muito barulho por nada!”.

A história de 1598 versa sobre uma falsa traição, criada do nada. A analogia serve, por se ter criado um atentado apenas por causa do escapamento irregular de um veículo. O que mais surpreende é que a história de disparos foi relatado por dois experientes membros da segurança pública, que confundiram uma falha numa camioneta com “alguns disparos”.

Fosse em outra circunstância, o caso não passaria de uma espécie de piada, contada algumas vezes, mas que logo desapareceria, por significar pouco. Mas como envolveu o início de uma campanha eleitoral; como envolveu gente da segurança de um candidato; como, por muito pouco tempo o próprio Hildon não esteve no local, o “tiro” do escapamento se tornou algo importante e assustador.

Uma das lições aprendidas é que não se deve forçar um fato que não existiu, obviamente, mas este é o lado do folclore. O sério e perigoso é que, caso haja algum atentado real, como a história do lobo e do cordeiro, quem vai acreditar?

Enfim, foi perda de tempo e gasto de dinheiro público, com perícias e investigações. Tomara que não se repita!

Perguntinha

Você ainda acha que nunca teve números tão positivos na economia, como diz o atual governo; nem existe desemprego, segundo a voz oficial do Planalto, enquanto uma das maiores organizações do comércio brasileiro, a Casas Bahia, fechou 298 lojas, pediu recuperação judicial e demitiu quase três mil funcionários?



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