PORTO VELHO – Raul Seixas e a Lei Maquila: a vida imita a arte – Em 1983 Raul Seixas e Marcelo Nova irados com o uísque falsificado que detonava o fígado, (*)utos com a porcaria do mercado cultural e a caótica política gravaram a música Best Seller com o verso profético, “Como é tudo a mesma (*)erda, antes que chegue a vida eterna vou pedir asilo ao Paraguai”. No fundo do poço e com um alçapão para irmos além, vemos o Paraguai atraindo brasileiros e para tanto montou uma estratégia com base na Lei Maquila. O custo operacional é até 40%, redução drástica de impostos, burocracia simplificada e algo impensável: energia elétrica barata em parte subsidiada pelo Brasil.

Zero FGTS, TRT, 13º. Impostos suspensos ou isentos para matérias-primas e máquinas, 10% de IR para empresas 10% para pessoa física e IVA de 12%. O maluco beleza sabia das coisas. Em 1980 Raul falava em alugar o Brasil, mas não queria ser prefeito. Toca Raul aí po(**)a!!!
Mota e a pregação do caos
Hugo Motta, um abestado da Paraíba que foi chegou a presidente da Câmara dos Deputados, escalou a incompetência e subserviência para apoiar a vã, populista e malfadada ideia canhoteira de acabar a escala de trabalho 6×1 como a panaceia para a economia brazuka.
“Para nós, é inegociável a questão do fim da escala 6×1.Estamos aqui garantindo que os trabalhadores brasileiros passarão a ter, com a aprovação dessa PEC, a redução da escala. Nós acabaremos com a escala 6×1 e garantiremos dois dias de folga para os trabalhadores”. Lembrei Mané Garrincha inquirindo o técnico Vicente Feola sobre uma jogada que ele queria usar contra a seleção da Rússia: “Tá certo professor, mas o senhor já combinou com os russos?”
Cortinas de fumaça
Vão sumindo Vorcaro, Toffoli, Moraes, a consorte e põe com sorte para o contrato triliardário, os fantoches do Zema e vamos para coisas mais simples! O progênito de Lampião veio macambúzio das “hostes trumpistas” juntou seu bando e disse que discutiu com Trump sobre os crimes brazukas, deitou falação sobre fronteiras desguarnecidas, territórios tomados pelas facções – sim, facções e não terroristas – e com todas as ações que serão tomadas mandou um recado aos bandidos direto estilo quem corocô, corocô e quem não corocô não coroca mais.

Aí entrou numas e disse: “Território é do povo e bandido tem que ir para cadeia”. Pensei nos morros cariocas, nas cracolândias, no novo cangaço, na Amazônia de ONGs e traficantes e no próprio Lula, julgado, condenado mas que está livre, leve e solto e só vi fumaça sobre STF, INSS, Congresso, Vivi Moraes, emendas parlamentares e percebi que estou muito velho para entender as coisas do mundo, como dizia Paulinho da Viola.
Rondônia Rural Show
Para lembrar a todos que quem comanda, alavanca, acelera e segura o estado é o Agro, está no cardápio anual de festas a Rondônia Rural Show com suas marcas, expositores, negócios e um “conversê” diário que não acaba mais. Nas entrevistas os barões do agro, celebridades da política, futuros pretensos ex-quase candidatos a qualquer coisa, principalmente os vices e suplentes e claro um refresco para os combalidos caixas das empresas de comunicação em especial os sites locais que passaram a pão e água por um longo período.

Ao final sairão promessas que não se cumprirão e o relevante: fotos para campanha eleitoral num ano eleitoral atípico para o estado de Rondônia. O agro vai continuar como está e o estado idem, cada um no seu quadrado. Não precisa ser assim, mas convenhamos, são antagônicos.
Filme de terror
A cada enxadada sai uma minhoca, um poraquê, um sapo, uma lagarta de fogo e uma potoca. Flávio Bolsonaro está “Nuzêua” para conversar em inglês of course com o Trump e ninguém sabe qual é a agenda. Num fogo cruzado sobre valores pedidos a Daniel Vorcaro para financiar o filme Dark Horse, cavalo azarão no turfe, sobre seu pai, Flávio está na montanha russa no justo momento em que um grande furacão atingiu o parque de diversões onde ele estava.

O tranco foi pesado, o áudio vazado outra vez pelo IntercePT fez um pampeiro em termos de credibilidade, mas não o suficiente para esvaziar a preferência do eleitor, segundo as pesquisas.Em paralelo e contrariando o que se esperava, Lula não obteve os votos que perderia tecnicamente o Flávio, o que nos leva à seguinte constatação. A polarização irá continuar, mas quem vota no Lula continuará com ele e quem é da direita não irá para os braços do canhoteiro Lula. Aguardem Dark Horse mistura de policial, tiro porrada e bomba, intrigas, suspense e terror. E cá para nós contar história de heróis brazukas não vira, sejam evangélicos, músicos e políticos. Faltam bandidos para vilões e sobram mocinhos para bandidos. Bilheteria no Brasil é Xuxa e Trapalhões.
Fim de papo
Gostei. Não acho que vá vingar, mas gostei.

O STF, aquela corte que deveria ser apenas corte constitucional se debruçou sobre a chaga chamada penduricalhos e pah! A partir de agora holerite highlander – só pode haver um! – para todos os magistrados. Nada de folha suplementar e holerite tipo conta de luz que ninguém entende. Tudo será às claras. O saudoso e sábio Sergio Melo diria: “será diretor?”.









