MP e Polícia investigam envenenamento e matança de cães comunitários em Cerejeiras

“Eram castrados, dóceis, felizes e saudáveis. E sumiram repentinamente a partir da quinta-feira passada”

CEREJEIRAS – Na manhã de ontem, as carcaças de dois dos quatro cães que viviam nas proximidades do cemitério da cidade de Cerejeiras, foram localizadas dentro do “campo santo”. Um dos animais, que eram “comunitários” estava dentro de uma tumba abandonada, já em decomposição.

“Os bichinhos eram amados, e cuidados pelos servidores municipais lotados no cemitério e a comunidade. Eram castrados, dóceis, felizes e saudáveis. Eles sumiram repentinamente a partir da quinta-feira passada. Tudo leva a crer que foram envenenados”, disse a líder de uma ONG que tenta combater os maus tratos contra os pets que vivem pelas ruas em Cerejeiras.

Embora não tenham sido feitos exames para descobrir a causa das mortes, o sumiço repentino dos cachorros e os indícios iniciais apontam para o envenenamento como a principal hipótese. Por isso, a situação foi denunciada no Ministério Público e na Polícia Civil de Cerejeiras.

Os outros dois cãezinhos desaparecidos continuam sendo procurados nas imediações de onde viviam, mas os voluntários da causa animal acreditam que eles também já tenham morrido.

Ironicamente, o cemitério vinha sendo o local preferido pelos animais, que sobreviviam perambulando entre os mortos. É o caso de uma cachorrinha que teve uma ninhada de 4 filhotes, todos doados para adoção. A mãe, que pariu em uma tumba, se chamava “Pitica”, foi resgatada, castrada, e está entre os mortos.

Fonte: Da redação da Folha do Sul on Line


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