Modelo de pedágio da nova 364 faz quatro milhões de devedores nas estradas federais

O trecho de 686,7 km entre Vilhena e Porto Velho foi concedido à iniciativa privada e será operado pelo consórcio 4UM Opportunity, sob o nome Rota Agro Norte

RONDÔNIA – O modelo de pedágio implantado como principal obra na nova BR-364 já deixa quatro milhões de novos devedores – ou inadimplentes – no país. Implantando em Rondônia com o início da concessão à Nova 364 do trecho Vilhena-Porto Velho, o sistema free flow, também já está funcionando em outras rodovias federais. O novo modelo já acumula uma inadimplência de 4 milhões de usuários das estradas federais, segundo disse, na última quinta-feira, 26, o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, ao jornal Valor Econômico.

O trecho de 686,7 km entre Vilhena e Porto Velho foi concedido à iniciativa privada e está sendo operado pelo consórcio 4UM Opportunity, sob o nome Rota Agro Norte ou Nova 364.

E a cobrança de pedágio sem execução de obras de melhorias na ‘rodovia da morte’ é alvo de disputas judiciais de vários segmentos do setor produtivo, que contesta a legalidade da cobrança.

A bancada federal do estado, que deveria ter atuado para evitar este modelo de concessão ‘jogou a toalha’.

Procurado pela reportagem, o secretário-executivo não retornou ao e-mail encaminhado ao Ministério dos Transportes questionando sobre a quantidade de usuários inadimplentes no Estado de Rondônia.

O modelo free flow dispensa cabines físicas e utiliza pórticos eletrônicos para identificar os veículos automaticamente, por leitura de placas ou tags como o Sem Parar. A cobrança é enviada por canais digitais, como WhatsApp e e-mail, com prazo de até sete dias para pagamento. A tarifa é de R$ 0,19 por quilômetro, multiplicada pelo número de eixos do veículo.

Fraude

A empresa de cibersegurança Kaspersky identificou uma nova fraude no mercado: o golpe do pedágio eletrônico (free flow). Mais de 50 domínios falsos já foram identificados desde meados de dezembro do ano passado.

De acordo com a empresa, o esquema visa a atrair motoristas por meio de sites que simulam a possibilidade de consulta e pagamento de débitos de pedágio. Sem perceber que são páginas falsas, o usuário acaba fazendo o pagamento para os criminosos.

Fonte: Com informações do Valor&MercadoRO


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