PORTO VELHO – O advogado e pré-candidato ao governo de Rondônia Samuel Costa faz duras críticas à forma como setores políticos vêm tratando a concessão e a cobrança de pedágio na BR-364, classificando como “politicagem vazia” as ações judiciais simbólicas e caminhadas que, segundo ele, não enfrentam o problema real nem produzem efeitos concretos para a população.
Para Samuel, parte da sociedade prefere narrativas confortáveis e ilusórias em vez de encarar a verdade dos fatos. “Nem sempre a população quer ouvir a verdade. Muitos preferem falsas promessas e mentiras embaladas como soluções fáceis”, afirmou.

Segundo ele, a concessão da rodovia à empresa Nova 364 é resultado de um projeto concebido ainda em 2017, na gestão de Michel Temer. O projeto de concessão da BR-364 trecho de 686,7 km entre Vilhena e Porto Velho teve início oficial com sua qualificação no Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) em agosto de 2017, com a resolução nº 14, sendo consolidado em estudos posteriores a partir de 2019.
“Essa maluquice foi idealizada lá atrás e só penaliza a população. O erro está na origem”, destacou.
Samuel Costa também aponta inobservância e omissão da bancada federal de Rondônia, que, de acordo com ele, permitiu a implementação do modelo sem o devido enfrentamento político e técnico. O resultado, afirma, é uma das tarifas de pedágio mais caras do Brasil, aplicada sobre uma rodovia que sequer foi duplicada.
“O tempo de refutar no papel já passou. A empresa joga pesado, tem respaldo jurídico e econômico. Caminhadas e ações judiciais sem estratégia servem mais para enganar o povo do que para resolver o problema”, criticou.

Para Samuel, a única medida com potencial real de pressão seria uma mobilização direta e contundente, como a interdição da rodovia por algumas horas ou dias, com o objetivo de forçar a revisão do valor cobrado. “É duro dizer isso, mas o povo só aprende quando sente no bolso. A conta chegou”, afirmou.
Ele classifica o atual modelo de concessão como “pitoresco”, por transferir os custos imediatamente à população sem garantir, antes, a contrapartida básica de infraestrutura. “Cobrar caro por uma rodovia não duplicada é inverter a lógica do interesse público”, concluiu.
A fala de Samuel Costa reacende o debate sobre a concessão da BR-364 e expõe o contraste entre ações de impacto midiático e medidas efetivas de pressão política, em um tema que afeta diretamente o cotidiano e a economia de Rondônia.
Fonte: com informações da Assessoria









