Na última sessão da Câmara Municipal de Jaru antes do recesso legislativo, realizada no dia 15, os vereadores da base do prefeito aprovaram o Projeto de Lei nº 4543/2025, que promove ampla reestruturação administrativa na Prefeitura de Jaru. A proposta cria e reorganiza cargos em comissão e funções gratificadas. A vereadora Sol de Verão foi a única a votar contra o projeto.
O texto aprovadoção elevou o teto remuneratório dos cargos comissionados, com a criação de novos códigos salariais e vencimentos que chegam a R$ 16 mil (CC-0A) e R$ 12 mil (CC-1A). A reestruturação alcança áreas consideradas estratégicas da administração municipal, como Gabinete do Prefeito, Comunicação, Planejamento, Saúde, Educação, Infraestrutura, Agronegócio, Assistência Social e Administração, ampliando a estrutura do Executivo e gerando despesa permanente com pessoal.
Paralelamente, no mesmo período, o prefeito encaminhou ao Legislativo projeto que fixou o auxílio-alimentação em R$ 350 e o auxílio-saúde em R$ 150 para servidores estatutários. Para a vereadora, o contraste evidencia uma inversão de prioridades. “Auxílio ajuda, mas não resolve. Valorização real passa pela atualização do Plano de Cargos, Carreiras e Salários”, afirmou durante o debate, ressaltando que a proposta nunca foi enviada pelo Executivo à Câmara, apesar de a iniciativa ser exclusiva do prefeito.
De acordo com a parlamentar, somados os impactos das reestruturações aprovadas, o aumento anual de despesas ultrapassa R$ 4 milhões, valor que passa a integrar de forma permanente a folha de pagamento do município e será integralmente custeado pelos contribuintes.
Na sessão seguinte, realizada no dia 23, a Câmara voltou a aprovar, novamente com os votos da base governista, o Projeto de Lei nº 4545/2025, que dá continuidade à política de reestruturação administrativa e amplia ainda mais os gastos permanentes com pessoal.
A sequência de votações reforça o debate sobre as prioridades do Executivo municipal. Enquanto projetos com auxílios considerados modestos são destinados a centenas de servidores efetivos, propostas paralelas criam novos cargos e elevam salários a patamares elevados no alto escalão da administração.
Mesmo em voto isolado, Sol de Verão afirma que seguirá atuando com independência, coerência e responsabilidade fiscal. “Meu compromisso é com o interesse público e com a valorização de quem sustenta o serviço público no dia a dia”, declarou.









