Senador aliado de Lula é citado em operação que apura fraudes no INSS

BRASÍLIA — O senador Weverton Rocha (PDT-MA) é um dos alvos da nova fase da fraudes no INSS, deflagrada na manhã desta quinta-feira, 18, pela Polícia Federal. A ação integra a operação Sem Desconto, que apura irregularidades envolvendo descontos associativos aplicados a aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social.

Senador Weverton Rocha (PDT-MA) • Geraldo Magela/Agência Senado

Weverton Rocha ocupa posição de destaque no Congresso Nacional. Ele é vice-líder do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Senado e atua como relator de pautas sensíveis e estratégicas, como a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal e a proposta de revisão da Lei do Impeachment.

Segundo a Polícia Federal, esta fase da investigação cumpre 52 mandados de busca e apreensão, além de 16 mandados de prisão preventiva e outras medidas cautelares. Todas as ordens judiciais foram expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, responsável pelo inquérito em razão do foro privilegiado de investigados.

As diligências ocorrem simultaneamente nos estados de São Paulo, Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Minas Gerais e Maranhão, além do Distrito Federal. A abrangência territorial indica a existência de um esquema estruturado e com ramificações em diferentes regiões do país.

De acordo com a PF, a operação Sem Desconto da Polícia Federal busca esclarecer crimes como inserção de dados falsos em sistemas oficiais, organização criminosa, estelionato previdenciário e práticas de ocultação e dilapidação patrimonial. As investigações apontam que milhares de beneficiários do INSS podem ter sido lesados por descontos não autorizados em seus benefícios.

Até o momento, não há informações sobre medidas cautelares diretas impostas ao senador. A defesa de Weverton Rocha ainda não se manifestou publicamente sobre o caso.

A investigação gera forte repercussão política em Brasília e amplia a pressão sobre o governo federal, uma vez que a operação envolve nomes ligados à base aliada e ao alto escalão do Congresso Nacional.



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