BRASÍLIA – Preso desde sábado, o ex-presidente Jair Bolsonaro não sairá mais da cadeia, com a decretação do trânsito e julgado de seu processo pelo supremo Tribunal Federal. Ele já estava preso desde sábado, na superintendência da Polícia Federal, em Brasília, acusado de tentar romper a tornozeleira eletrônica com que era monitorado.
Acima, Bolsonaro, Anderson Torres e Almir Garnier; abaixo, Augusto Heleno e Paulo Nogueira, começam a cumprir penas de mais de 20 anos cada um
Nesta terça-feira, 25, cumprindo determinação da Justiça, a Polícia Federal também recolheu à cadeia os generais da reserva Augusto Heleno e Paulo Nogeueira, da Segurança Institucional e da Defesa, respectivamente, o ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier, e o ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública, Anderson Torres, também foram recolhidos à cadeia, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF.
Agora, tá tudo dominado!
Todos foram condenados pela primeira turma do supremo Tribunal Federal, na denominada ‘trama golpista’.
Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira vão cumprir mais de 20 anos de cadeia cada um, numa cela no Comando do Exército, em Brasília.
Já Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e da Segurança Pública, Condenado a 24 anos de prisão por tentativa de golpe de estado, cumprirá pena no 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como ‘Papudinha’.
Um integrante da cúpula do Exército informou à coluna que as celas ficam no Comando Militar do Planalto (CMP), possuem cama, banheiro e ar-condicionado. Os espaços podem vir a ter, caso a Justiça autorize, televisão e frigobar.
Ambos os militares foram condenados no caso da trama golpista, que também culminou com a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro a 27 anos de prisão. Heleno, que comandou o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo Bolsonaro, foi condenado a 21 anos. Nogueira, que foi ministro da Defesa, a 19 anos.
Enquanto isso, o almirante Almir Garnier, ex-comandante da Marinha do Brasil, também fora preso nesta terça-feira, 25, em uma unidade da Força em Brasília (DF). Ele foi condenado a 24 anos de prisão na denominada no processo como trama golpista.
No processo, Garnier foi condenado por cinco crimes
Organização criminosa armada
Tentativa de golpe de Estado
Tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito
Dano qualificado contra patrimônio da União
Deterioração de patrimônio tombado
A Procuradoria-Geral da República (PGR) apontou que Garnier foi o único dos três comandantes das Forças Armadas que participou do plano golpista.
Condenação no STF
A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou os generais de quatro estrelas Augusto Heleno e Paulo Sérgio Nogueira por participação em uma trama golpista destinada a reverter o resultado das eleições de 2022.

Segundo denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR), Heleno e Nogueira faziam parte do “núcleo crucial” de uma organização criminosa armada que planejava um golpe de Estado. Entre os crimes imputados a eles, estão: tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, organização criminosa, dano qualificado por violência e grave ameaça, além de deterioração de patrimônio tombado.
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