PIMENTA BUENO – Não há justiça mais popular que aquela que advém do julgamento de representantes da sociedade acompanhada pelo devido processo legal no conhecido Tribunal do Júri. Não é atoa que muitos criminosos usam de todos os ardis para se livrar de um julgamento nesta modalidade.
Na última sexta-feira, em sessão do Tribunal do Júri realizada em Pimenta Bueno, o acusado de feminicídio, identificado apenas pelas iniciais C.R.B, sentiu o peso da Lei recair sobre ele, condenado a mais de 26 anos de prisão, pela acusação de ter matado Gilda Alves de Carvalho.

O crime ocorreu em dezembro do ano passado, no Bairro Nova Pimenta. A acusação foi sustentada pelo promotor de Justiça da comarca, Paulo Roberto Marques de Oliveira, que demonstrou ao conselho de sentença que o réu matou a vítima durante uma discussão, em ambiente doméstico, por motivo fútil e com extrema violência.
Como ocorreu o crime
Segundo a acusação, réu e vítima discutiram na cozinha da casa onde viviam havia cerca de uma semana. Durante o conflito a vítima foi agredida a chutes e golpes de tijolo na sua cabeça. Por fim, o réu utilizou uma faca para golpeá-la no peito.
A investigação
O próprio réu procurou a Delegacia na manhã seguinte e confessou o crime. Ele levou a equipe policial ao local, onde o corpo foi encontrado nos fundos da casa. Depoimentos e exames técnicos confirmaram a dinâmica relatada no processo.

Atuação do Ministério Público
Durante o julgamento, o promotor de Justiça Paulo Roberto Marques de Oliveira apresentou as provas e explicou aos jurados por que o caso configurava feminicídio. Ele destacou que a morte ocorreu dentro de casa, no contexto de convivência do casal, e por razões relacionadas ao gênero da vítima. O conselho de sentença acolheu a tese apresentada. O réu seguirá preso.
Fonte: Assessoria de Comunicação MPRO









