PORTO VELHO — Um dos maiores clássicos da literatura brasileira, Dom Casmurro, de Machado de Assis, ganha uma releitura contemporânea e sensível no espetáculo “Eu Capitu”, que chega pela primeira vez a Porto Velho, nos dias 17 e 18 de setembro, no Teatro Guaporé. Com texto de Carla Faour e direção de Miwa Yanagizawa, a montagem convida o público a refletir sobre violência de gênero, machismo e silenciamento feminino, temas cada vez mais urgentes no Brasil atual.
Em Porto Velho, as apresentações serão gratuitas. No dia 17/09 (quarta), às 19h, o público terá acesso a uma sessão especial seguida de roda de conversa com a equipe; no dia 18/09 (quinta), às 19h, haverá sessão acessível com audiodescrição e Libras. O espetáculo tem classificação indicativa de 14 anos e duração de 90 minutos.
EU CAPITU
Inspirada no universo do romance machadiano, a peça retrata a história de Ana (interpretada por Mika Makino), que desde pequena se isola em um mundo imaginário como forma de fugir dos problemas que enfrenta em casa. Sua mãe, Leninha, vive um relacionamento abusivo com o marido, um homem ciumento, possessivo e inseguro (Leninha/Capitu interpretada por Juliana Trimer).
A tensão doméstica acaba por refletir no rendimento escolar da menina, que precisa tirar boas notas em Literatura para não repetir o ano. A prova final será baseada na obra Dom
Casmurro, de Machado de Assis. No entanto, a leitura afeta diretamente Ana, que passa a enxergar pontos em comum entre o livro e sua própria vida.
Em seu refúgio fantástico, Ana começa a misturar ficção com realidade e recebe a visita de uma mulher misteriosa, que tem o rosto parecido ao de sua mãe. Aos poucos, descobrimos que esta mulher é Capitu. Nesses encontros, Ana dá voz àquela mulher que só conhecemos através do olhar masculino.
A Capitu imaginária fala sobre si e sobre Leninha, a mãe de Ana, e ajuda a menina a compreender as atitudes, escolhas, medos e os desejos de mulheres que sofrem com ciúmes, desconfiança e abusos presentes em relacionamentos tóxicos. Além disso, a improvável ligação entre elas serve à menina, que está entrando na adolescência, como um rito de passagem para o universo feminino adulto, em que ela começa a entender o que significa ser mulher num mundo narrado por homens.
A proposta da autora, Carla Faour, é promover um olhar sensível sobre prevenção, conscientização e empoderamento, levando ao palco histórias e realidades da violência doméstica, criando um espaço seguro para diálogo, despertando empatia e construindo uma cultura de respeito e igualdade. “Se o assunto é muito duro e pesado, preferimos falar de forma lúdica, criando um universo simbólico e poético, mas sem perder a urgência do debate sobre violência contra a mulher”, destaca.
SERVIÇO
• Datas: 17 e 18 de setembro de 2025
• Horário: 19h
• Local: Teatro Guaporé, Porto Velho/RO
• Entrada gratuita
• Sessão acessível em 18/09 com audiodescrição e Libras
• Classificação indicativa: 14 anos
• Duração: 90 minutos
FICHA TÉCNICA
• Texto: Carla Faour
• Direção Artística: Miwa Yanagizawa
• Direção Assistente: Maria Lucas
• Idealização e Direção Geral: Felipe Valle
• Direção de Produção: Bárbara Galvão (Pagu Produções Culturais)
• Coordenação de Projeto: Trupe Produções Artísticas
• Elenco: Mika Makino (Ana) e Juliana Trimer (Leninha/Capitu)
• Direção Sonora, Trilha Original e Preparação Vocal: Azullllllll
• Direção de Arte: Teresa Abreu
• Iluminação: Ana Luzia Molinari de Simoni
• Produção Executiva: Bem Medeiros
• Produtora Assistente: Natalia Dias
• Produção Local: Val Barbosa
• Design Gráfico e Fotografia: Daniel Barboza
• Assessoria de Imprensa: Camila Lima
• Produtora Associada: Pagu Produções Culturais
• Realização: Trupe Produções Artísticas
• Patrocínio: Petrobras









