
O atacante Neymar, com todo respeito aos fãs e a trajetória que ele traçou ao longo de sua bem-sucedida carreira sob o ponto de vista financeiro, volta ao seu time de origem como um vencido, não um vencedor. Os fracassos, as escolhas erradas, a ausência em campo mesmo estando perto ou dentro dele, forjaram uma carreira com mais um e zero do que dez.
Penso que o fato de ser o líder dessa geração que afastou de vez o torcedor da seleção, completa o cenário que descrevo aqui. Sem me deixar levar somente pela decepção com os protagonistas de um futebol que não deu certo.
É claro que ele não é culpado sozinho. Talvez quisesse os méritos do sucesso se ele tivesse vindo. Como o fizeram Rivaldo, Ronaldo, Ronaldinho e Romário, para citar só as estrelas que não caíram. Neymar pegou um bonde ladeira abaixo, não conseguiu ser atleta o suficiente para bancar a fama e foi se desmanchando até receber bilhões de um mundo árabe que se despede sem aplausos e saudade. Assim como aconteceu em Paris. Parafraseando o filme: “Não esqueça Paris”.
Enfim, para o Campeonato Brasileiro será bom. O Santos volta a ganhar status, também porque não merece deixar de ser gigante, e as rivalidades ganharão um contorno maior agora incluindo o Peixe no mapa dos grandes jogos. Sem falar no que isso pode representar aos cofres do clube. Voltamos, portanto, a falar de grana.
Nem só de futebol viverá a Bola!
Vamos ver no que vai dar. Possivelmente ele olhe no espelho e decida viver mais alguns anos jogando acima da média, como é capaz sem dúvida. Lembrando que se não teve vida fácil no ainda incipiente futebol árabe, não vai ser por aqui que vai acontecer. O ex-menino Ney terá que entrar em forma. As cartas estão na mesa, Ops!!









