Recentemente, a Universidade Federal de Rondônia (UNIR) divulgou um vídeo de retratação pública em relação a um incidente envolvendo o professor Samuel Milet e uma pesquisadora que foi alvo de comentários ofensivos em 2016, como “sapatona doida” e “vagabunda”.
O vídeo faz parte de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) assinado entre a UNIR e o Ministério Público Federal (MPF) em Rondônia, com um prazo de 15 dias para a publicação.
O reitor em exercício, Juliano Cedaro, gravou o vídeo, que também foi divulgado no YouTube, e uma nota foi publicada no site da UNIR.
No vídeo, o reitor lamenta o ocorrido e afirma que “a instituição repudia o comportamento do professor, enfatizando que estão sendo tomadas medidas para evitar a repetição de tais situações”.
Inicialmente, a retratação deveria ser feita diretamente à pesquisadora durante a aula magna, mas devido a outros compromissos, ela não pôde comparecer.
Entenda
O caso de 2016 envolveu críticas e ofensas do professor Milet a uma palestrante da Universidade de Brasília (UnB) durante a Semana de Direito da UNIR. Em 2019, a UNIR foi condenada a pagar uma indenização à palestrante por danos morais.
Mesmo após a condenação, Milet continuou atuando como professor, e recentemente, uma aluna o denunciou por assédio moral. O acordo entre a UNIR e o MPF inclui a criação de cartilhas, um comitê para investigar casos semelhantes e eventos de conscientização contra violência e assédio.
Algumas dessas iniciativas, como o Comitê de Gênero e a Comissão de Promoção de Saúde Mental, já foram implementadas.
Outro lado
A UNIR informou sobre um processo de investigação das condutas do professor Milet, destacando que os dados são sigilosos.
Milet, por sua vez, afirma que o caso com a pesquisadora já foi superado e que não se pode julgar um ser humano por um único ato em sua vida, ressaltando sua experiência de mais de 20 anos como professor e o apoio de seus alunos.









