Na Rodovia da Morte, 2 irmãs morrem e menina de 7 anos fica presa às ferragens em batida fatal, na reta da Fazendinha

Este local, pela quantidade de acidentes que vem ocorrendo, merece estudos e intervenção do Dnit e da PRF, seja com reforço de sinalização vertical e horizontal e ou mesmo com a instalação de redutores de velocidade

ARIQUEMES – A situação da BR-364 – mais conhecida como rodovia da morte – às vezes chega a ser paradoxal, já que nem sempre os acidentes graves com vítimas fatais ocorrem em pontos críticos como curvas e locais de subida ou descidas íngremes, mas, muitas vezes em locais de retas longas, que, em tese, deveria ser locais menos propícios a acidentes em função da melhor visibilidade e outras condições favoráveis. Mas não é o que acontece em muitos dos acidentes com vítimas fatais, como este ocorrido no final da tarde deste sábado, na reta da Fazendinha.

Este local, pela quantidade de acidentes que vem ocorrendo, merece estudos e intervenção do Dnit e da PRF, seja com reforço de sinalização vertical e horizontal e ou mesmo com a instalação de redutores de velocidade.

Duas irmãs morreram na hora e uma criança foi socorrida em estado grave a um hospital de Ariquemes após a forte batida entre uma caminhonete S10 e um Fiat uno. A caminhonete, que era dirigida por uma mulher, seguia de Porto Velho para Jaru e o Fiat seguia de Ariquemes para Porto Velho. As irmãs que morreram moravam em Buritis e Jacinópolis, distrito de Nova Mamoré.

A menina de sete anos retirada das ferragens segue internada.

Essas ocorrências de acidentes com mortes mostram que a rodovia é um ponto crítico em toda sua extensão, o que reforça os apelas pela duplicação da estrada asfaltada há 40 anos, quando o tráfego não era nem dez por cento do atual.

A reportagem do site Folha do Sul on Line entrevistou por telefone, na manhã deste domingo, 12, um irmão das duas mulheres que morreram no final da tarde de ontem, após um violento acidente na BR 364, próximo à cidade de Ariquemes. O site noticiou a fatalidade quando as vítimas ainda não tinham sido identificadas.

De acordo com o entrevistado, as irmãs estavam indo buscar os pais em Porto Velho, para que eles passassem uma temporada com uma das filhas na cidade de Buritis. O Fiat Palio era dirigido por Clélia Nárrima de Pádua, que faria 64 anos na próxima terça-feira, 14, moradora de Buritis

Ao lado dela viajava a irmã Sônia Guidorizzi Antonio da Silva, 59 anos (de roupa preto), moradora do distrito de Jacinópolis, pertencente a Nova Mamoré, e a neta dela, uma menina de 7 anos, que continua em observação em um hospital de Ariquemes. A criança sofreu fraturas num dos braços e nas costelas, além de lesões no fígado, mas está consciente.

As irmãs chegaram a Rondônia no ano de 1976, vindo com a família do Paraná. Ambas serão sepultadas na cidade de Ariquemes.

Fonte: Com informações e fotos do Folha do Sul on Line



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