PORTO VELHO – No rumo do cinquentenário a Seccional de Rondônia da Ordem dos Advogados do Brasil pretende lembrar acontecimentos – pelejas e vitórias – de sua existência. Fundada em 1974, ainda no extinto Território Federal de Rondônia, a entidade escreveu diversos capítulos da história rondoniense, sendo um dos mais fortes segmentos a reivindicar o novo estado. A própria instalação de uma seccional da OAB em um território federal foi a primeira e talvez a única representação oficial da instituição em um não estado
“Sem vocês, pouca ressonância haveria nos atos da Ordem, por essa razão dirigimos a todos um gesto de carinho e lhes abraçamos pelo Dia do Jornalista ocorrido em 7 de abril” – disse o presidente da OAB-RO, advogado Márcio Nogueira, durante café quarta-feira à tarde.
Márcio Nogueira disse que as portas abertas da OAB à sociedade rondoniense foram marcadas por sucessivas carências da população num período em que o território não dispunha de recursos para tocar obras, tampouco para fazer justiça.

A Seccional de Rondônia nasceu durante o governo de Teodorico Gaíva. Vê-se no hall de entrada do prédio da sede, na Rua Paulo Leal, a galeria de todos dos presidentes, entre os quais o primeiro, advogado Fouad Darwich Zacarias, que mais tarde, com o estado, assumiria a primeira presidência do Tribunal de Justiça.
O presidente lembrou que exatamente no ano da 5ª Conferência Nacional dos Advogados, realizada no Rio de Janeiro, a OAB rondoniense possuía poucos profissionais associados. Atualmente ela conta com 13 mil, constituiu aproximadamente 70 comissões temáticas, e está presente com subsecções em 18 municípios do estado.
“Naquela conferência realizada de 11 e 17 de agosto de 1974, a OAB trouxe ao debate o papel da advocacia no processo de abertura política brasileira. “O País vivia sob regime militar desde 1964, e os advogados postulavam o respeito em relação aos direitos do homem”, assinalou.

A OAB nacional então presidida por José de Castro Filho buscava responder aos anseios da sociedade que convivia com prisões e desaparecimentos políticos. Nesse clima, diante da falta de juízes nas Comarcas de Porto Velho e Guajará-Mirim, e de um distante Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios, a Seccional de Rondônia dava seus primeiros passos.
“O Advogado e os Direitos do Homem” – foi o tema daquela conferência que considerava inadmissível advogados ficassem passivos ou indiferentes à defesa dos direitos fundamentais.”

O compromisso maior do advogado, para a OAB, é zelar pelo primado do Direito, baseado no ideal de Justiça” – documentava o evento no Rio.
Nogueira se disse “satisfeito e honrado” em participar da organização da festividade do cinquentenário da Seccional Rondônia. Com 17 anos de advocacia, ele mencionou diversos fatos do passado.
“Olhe aí a doutora Vera Paixão, com seus mais de 40 anos de trabalho na área criminalista e até na política.”
Lembrou que o trabalho dos advogados nos anos 1970 foi desafiador, semelhante ao dos jornalistas em suas dificuldades. No que a jornalista Josi Gonçalves comentou: “Se jornalismo fosse fácil, o Super homem Klark Kent [personagem fictício] teria procurado outra profissão.” Emendando: “Nossa profissão nunca foi tão importante como agora, somos construtores de histórias.”
“Meu filho assistiu a um vídeo e quando lhe perguntei o que ele queria ser na vida, a resposta foi: jornalista; não imaginava isso, mas fiquei muito contente” – lembrou Nogueira.

PRÊMIO
A OAB-RO brevemente publicará o edital que regulamentará a premiação jornalística pelos 50 anos, em 18 de fevereiro de 2024. Todas as categorias [impresso, digital, TV, redes sociais e audiovisual deverão se inscrever.
Segundo Nogueira, a ideia é estimular os profissionais a escrever histórias da OAB-RO em reportagens que retratem a instituição durante essas décadas.
EXPRESSÃO RONDÔNIA



