PORTO VELHO – Está marcada para hoje a reunião da executiva regional do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), o partido que é um amontoado de interesses tão díspares que, às vezes, o leva a impasses desnecessários e o faz se apequenar a ponto de não ter candidato majoritário em uma eleição importante como as deste ano. Para facilitar o quórum e para evitar o clima quente e os sopapos que rolaram na convenção do partido em 2018, o presidente regional do MDB, deputado federal Lúcio Mosquini, decidiu fazer a reunião virtual.
No máximo, pode ocorrer insultos e xingamentos, mas, pescotapa não!

A temperatura alguns graus acima do nosso clima tropical é aumentada pelo fogo da vaidade do presidente regional, que segundo alguns integrantes do partido (insatisfeitos, é claro) o acusam de levar em conta apenas seus interesses na condução do partido e vai colocar o MDB no colo do governador Marcos Rocha.]
Assim, esta quinta-feira marca um dia importante no contexto da eleição deste ano em Rondônia. Das 16 às 19 horas, o MDB faz sua convenção para definir seus candidatos à Câmara Federal, Assembleia Legislativa, ao Senado e, ainda mais importante, com quem o partido caminhará para a eleição ao Governo e na disputa Presidencial.
O que há está decidido é que o encontro do partido não terá as mesmas cenas de batalha e até agressões, como o que ocorreu na convenção de 2018, quando foram escolhidos dois candidatos (Confúcio Moura e Valdir Raupp) para a disputa pelo Senado. O motivo é simples: a convenção não será presencial, mas sim através da Plataforma Zoom. Os convencionais poderão participar e votar pelo link https://us06web.zoom.us/j/88622760587?pwd=T3I0ek1mdTRTRytiVGlJUHpNaTFUZz09.
O ID da reunião é 886 2276 0587 e a senha de acesso é 693460. Como acontece há anos e em praticamente todo o país, o MDB, vai dividido para a convenção, ao menos em relação aos apoios em nível estadual e federal. Uma ala, que tem a maioria e tem à frente o presidente regional Lúcio Mosquini, líder da bancada federal e candidato a mais um mandato, quer se aliar ao governador Marcos Rocha e ao presidente Jair Bolsonaro.
Mosquini, aliás, é vice-líder de Bolsonaro na Câmara há três anos. Já a ala que tem à frente o ex-governador e senador Confúcio Moura não aceita esta parceria.
Recentemente, Confúcio atacou duramente o governador Marcos Rocha, por causa de declarações de que ele teria deixado os cofres públicos quase vazios, ao sair de seu segundo mandato. O senador também já se declarou forte opositor de Bolsonaro, sendo um dos grandes defensores da candidatura da emedebista Simone Tebet. O grupo de Mosquini respeita Simone, mas não acredita na candidatura dela. Enfim, no final do dia, saberemos como sairá o MDB de mais uma convenção.
www.expressaorondonia.com.br, com informações do blog opiniaodeprimeira





