
PORTO VELHO – Começaram as especulações sobre possíveis nomes para comporem a equipe do governo Marcos Rogério. É importante conhecer a equipe que vai ajudar o novo governador a comandar os destinos de Rondônia, a partir de janeiro, principalmente para as pastas essenciais como saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e fazenda, contudo, ninguém fala nada sobre o enxugamento e a modernização da máquina estadual. Rondônia precisa de um choque de gestão, começando pela fusão de secretarias e a redução de cargos comissionados.
Lembrando que não basta apenas juntar secretarias e reduzir funções e cargos públicos. É preciso ir além disso. A obediência a uma série de normas gerais de racionalização de compras e contratação de serviços terceirizados, levando em consideração o menor preço de mercado, no aspecto de licitação sob forma de pregão, não pode ser ignorado. Se quiser arrancar a máquina estadual do abismo letárgico no qual está imersa, o governador eleito Marcos Rogério vai precisar recorrer ao choque de gestão, usando os modernos meios de comunicação com a finalidade de tornar o Estado mais ágil, mais eficiente, mais produtivo, para, assim, oferecer serviços à população de maneira segura e rápido.

Não é preciso ser especialista em gestão pública, nem frequentar os escaninhos do poder estadual para saber que o Estado está inchado, e que o novo dirigente vai precisar trabalhar com mecanismos modernos, tornando a máquina mais azeitada para atrair novos investimentos, economizando cada centavo sem prejudicar os serviços públicos. Se insistir no receituário do atual governo, improvisando ideias e propostas que em nada contribuem para o crescimento do Estado, Rogério vai dar um tiro no pé.
Os responsáveis pela economia do Estado, a partir de janeiro, precisam se preocupar com as consequências nocivas da inflação. Isso é o mínimo que os pagadores de impostos esperam e a sociedade reclama dos que são pagos para administrar a coisa pública. Contudo, enquanto permanecer nas mentes de governantes o propósito de responder às dificuldades que a população brasileira enfrenta com propostas inócuas, mínima será a probabilidade de a inflação descer a patamares, digamos, aceitáveis.
É servidor público aposentado, analista política; colaborador






