JI-PARANÁ – Nove prefeitos, sete vices, e aliados de outro partidos marcaram presença no encontro do Movimento Democrático Brasileiro (MDB), sexta-feira e sábado, em um auditório do Maximus Hotel, em Ji-Paraná, a 367 quilômetros de Porto Velho. O ato foi visto pelos partidos concorrentes como o estopim da campanha do ano que vem. Em dois dias, o maestro Confúcio Moura buscou afinar ideias e projetos entre os segmentos do partido, para unificar a linguagem que vai pavimentar essa trilha condutora a 3 de outubro de 2022.
O encontro, na segunda mais importante cidade de Rondônia e administrada por um correligionário, o prefeito Isau Fonseca, estabelece uma trincheira e também oportuniza apresentar nome novo do partido ao eleitorado do interior, como é o caso da senadora em exercício Maria Eliza, primeira suplente de Confúcio Moura.
Se depender do discurso do ex-secretário de saúde e histórico emedebista, com passagem até em cargos do terceiro escalão do governo federal – uma diretoria da Fundação Nacional de Saúde – e mais de uma vez secretário municipal de Saúde em Porto Velho e no estado, o advogado Willames Pimentel, o partido volta a concorrer ao Governo de Rondônia nas eleições gerais do ano que vem.

Eloquentemente, ele diz que é necessário resgatar ideias e compromissos “de um partido com história”. Na reunião realizada nesta sexta-feira, 15, no Maximus Hotel, em Ji-Paraná, o senador licenciado Confúcio Moura (MDB-RO) também enalteceu administrações emedebistas.
Confúcio defendeu a democracia com diálogo, lembrando que um emedebista, o ex-presidente da República Michel Temer, fez o que pôde para exercitá-lo no período em que ocupou o cargo após a saída da ex-presidente Dilma Roussef.
Ele antecipou o breve lançamento de um documento elaborado por especialistas da Fundação Ulisses Guimarães que enfatiza o ponto de equilíbrio político no País. “Não estamos precisando de extremos, nem à esquerda, nem à direita”, ele disse ao plenário de prefeitos reunidos no Maximus Hotel, em Ji-Paraná. Neste sábado, ele se encontrou com vereadores, no mesmo local.
Pimentel disse que o MDB “deixa um legado que está deixando de existir”.
“Se fizermos uma retrospectiva, olhando para o ambiente de cada município, encontraremos uma marca do MDB desde a elevação de Rondônia a estado, com Ângelo Angelim”, afirmou Willames Pimentel, referindo-se ao período em que o falecido professor e deputado governou o estado (maio de 1985 a março de 1987). Mencionou também o período de Confúcio Moura secretário estadual de saúde no governo Jerônimo Santana (março de 1987 a 1º de janeiro de 1991).
Pimentel reitera ainda que no período de quase oito anos de Confúcio no governo (2011-2018), ele deixou um legado à população rondoniense. “Foi uma administração exitosa, que cuidou de pessoas em todos os segmentos; deixou o estado no boom do desenvolvimento, servindo de referência à nação brasileira, mas hoje todo esse legado está deixando de existir”, disse Pimentel.
Enfático:
“O MDB “precisa resgatar seus compromissos com ênfase naquilo que construiu de bom para a população do estado na educação, na saúde, na habitação, na agricultura; quem tem história, sabe fazer o futuro”.

Pimentel disse que é com essa proposta que o MDB deve se fortalecer “erguendo a cabeça não com prepotência ou arrogância, mas com aquilo que sabemos fazer: administrar”.
O presidente estadual do MDB, deputado federal Lúcio Mosquini e a senadora em exercício, professora Maria Eliza de Aguiar e Silva (MDB-RO) também participaram do encontro. Ela sentou-se na primeira fileira de cadeiras, onde também ficou a médica Maria Alice Moura, esposa de Confúcio.
“EXTREMISMO PERIGOSO”
Segundo Confúcio, o ex-presidente Michel Temer foi um administrador exitoso, embora acusado de golpista contra a ex-presidente Dilma. “Mas ele deixou a economia brasileira em crescimento, fez as reformas necessárias, e se tivesse mais tempo ou possibilidade de reeleição, o Brasil seria outro hoje”, salientou.
Amenizou a disputa radical na política, afirmando que o Brasil “não precisa de disputas, de facções, divisões e intolerância”. E classificou o extremismo de “perigoso” para o Brasil: “O que estamos precisando é de governar, de socorrer a população, de alcançar um perfil de crescimento e de geração de empregos e uma educação de qualidade”.
O senador disse que, em consequência da pandemia que também paralisou dois anos as aulas, “diante de crianças desinteressadas, o Brasil passará muitos anos para recuperar o nível de qualidade obtido lá atrás”.

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