VILHENA – Um vida de quase cinquenta anos marcada pela tragédia familiar e muito sofrimento chegou ao fim no final da tarde deste sábado. Portadora de distúrbios mentais, a dona de casa Adriana Alves Guimarães morreu no Hospital Regional de Vilhena, onde estava internada há mais de 40 dias, vítima de espancamento pelo companheiro Cristiano Lemes dos Santos de Brito. Ela era moradora do bairro Parque São Paulo (Setor 19), em Vilhena, tinha 49 anos e era frequentemente espancada pelo companheiro. O óbito foi registrado às 18h50 de ontem, sábado.

Por telefone, uma das filhas confirmou a reportagem do Folha do Sul on Line que Adriana era frequentemente agredida pelo companheiro, com quem viveu por três anos. A relação não era apoiada pelas duas filhas, mas o restante da família concordava com a tumultuada convivência do casal.
Portadora de transtornos psiquiátricos graves desde os 12 anos, a dona-de-casa estava aposentada, e seu benefício era o alvo de Cristiano Lemes dos Santos de Brito, 41 anos. Com a morte de Adriana, o agressor deverá responder pelo crime de feminicídio.
Ele já cumpriu pena por matar uma pessoa na cidade de Ji-Paraná.
De acordo com uma vizinha de Adriana, Cristiano já foi visto nas proximidades da casa onde ele vivia com ela e tem dito que se converteu e passou a frequentar uma igreja evangélica.
“Se ele está mesmo arrependido, como diz, por que não se entrega à polícia?”, questiona a filha da falecida.
Nascida em Matelândia (PR), Adriana chegou com os pais a Vilhena no ano de 1973. Um dos cinco filhos dela também enfrentava problemas mentais, chegou a viver nas ruas e morreu atropelado na BR 174 em 2019.
O sepultamento de Adriana será hoje.
Fonte: Folha do Sul









