COSTA MARQUES – O presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Gustavo Montezano, visitou, terça e quarta-feira, a Floresta Nacional do Jamari, em Itapuã do Oeste; a Comunidade Vitória Régia e a Comunidade Canindé, ambas no interior da Reserva Extrativista Rio Cautário, em Costa Marques. Nessa Resex funciona desde 2019 o maior projeto de crédito de carbono do País.
O secretário de Desenvolvimento Ambiental de Rondônia, Marcílio Leite Lopez, acompanhou Montezano nas visitas e cumpriu com ele uma extensa agenda de trabalho.

Certamente foi um dia inusitado para visitantes e visitados. Não é todo dia que Costa Marques e Itapuã do Oeste se deparam com o presidente de um banco do tamanho do BNDES.
Dirigente e executivos do BNDES são mais facilmente encontrados em altas reuniões da grandes praças financeiras do mundo, não no meio da floresta amazônica, conversando com populações tradicionais.

Inicialmente, o objetivo foi visitar a Flona Jamari para observar os diferentes aspectos da restauração ambiental e do manejo florestal sustentável sem impacto social.
“Em companhia do secretário Marcílio, visitamos uma área de 300 hectares de uma unidade de conservação e que está sendo replantada, além de conhecer a operação de manejo sustentável da Madeflona e o projeto Plantar, do Centro Rio Terra, para que possamos entender como funciona esses ativos ambientais. Seja no reflorestamento, no manejo e no impacto social, especialmente na agricultura familiar”, declarou Montezano.

O BNDES, segundo Montezano, tem interesse em futuras parcerias em Rondônia, especialmente de pagamento de serviço ambiental de manejo florestal, visitação de unidades de conservação e/ou qualquer outra infraestrutura. “O Banco está de portas abertas e querendo cada vez mais, aproximar essa parceria com o Governo do Estado,” destacou Montezano.
Ao acompanhar o presidente do BNDES em visita à Resex Vitória Régia, Marcílio destacou a operação ambienta realizada entre o investidor internacional, o Estado de Rondônia e a comunidade local.

Essa operação é um sucesso de pagamento de serviço prestado e servirá de modelo para outras regiões, asseverou.
Fábio Wollms, diretor da Permian Brasil, participou da visita da comitiva do BNDES a Rondônia e destacou que o pagamento de serviços ambientais permite que os produtores segurem seus produtos e possam vendê-los quando tiverem bons preços.

A Permian Brasil desenvolve o projeto do Carbono Florestal na Reserva Cautário e o BNDES tem interesse em investir e ampliá-lo para toda Amazônia. Durante 30 anos, a empresa, irá premiar as famílias de comunitários elegíveis, por suas ações de conservação dos recursos naturais, no valor de R$ 1 mil por mês.
No dia 29 de setembro de 2020, esse recurso começou a ser creditado, e assim será feito, sem interrupção, desde que não ocorra expansão de novas áreas e ações que vão de encontro com o marco do Projeto: a manutenção do estoque de floresta e o desenvolvimento socioeconômico das comunidades. A partir desse momento, o Projeto REDD+ foi iniciado.
O agricultor Idalino Alves Nunes preserva a Resex desde 1975. Ele disse que a visita do secretário Marcílio e dos dirigentes do BNDES deve trazer melhorias para os extrativistas da Vitória Régia.

Marcílio agradeceu a visita afirmou que o governador Marcos Rocha está apoiando as ações que Sedam desenvolve no estado, notadamente na preservação e conservação do meio ambiente.
Segundo o secretário, o BNDES vai assinar contrato com o governo de Rondônia, para que todos municípios tenham saneamento básico este ano.
MIRO COSTA
Fotos: Miro Costa









