Saúde de Porto Velho é contra tratamento inicial à covid-19, denuncia Sindicato Médico

PORTO VELHO – Apesar do Conselho Federal de Medicina ter deixado a critério do médico indicar ou não medicamentos como ivermectina e similares, no tratamento da covid, prefeituras em Rondônia têm-se posicionado contra o uso, incluindo a de Porto Velho, disse nesta terça-feira ao expressaorondonia a médica Flávia Lenzi, presidente do Sindicato Médico de Rondônia.

Flávia Lenzi acrescentou não entender qualquer restrição, lembrando que o governador Marcos Rocha recentemente “fez uma live a respeito do assunto”, com a participação de uma médica baiana que falou sobre tratamento precoce e tem um médico na Sesau que “faz um belo trabalho” a favor do tratamento precoce.

Médico mente para paciente e nega tratamento inicial

Desde a noite de segunda-feira, circula nas redes sociais uma denúncia feita por uma pessoa que, sentindo problemas disse ter sido testado positivo para covid, mas ao ir a uma unidade de saúde em Pimenta Bueno, o médico que o atendeu teria passado medicamentos para enjoo.

No áudio publicado nas redes sociais pelo suposto doente, ele cita que o médico teria dito a ele que não passaria nenhum medicamento do grupo considerado “sem comprovação científica”, porque ele poderia ser punido pelo CRM e que correria o risco de até perder o registro no Conselho.

Veja o vídeo postado pelo paciente nas redes sociais:

Ontem mesmo a reportagem procurou entrar em contato com o médico cujo nome consta no receituário apresentado pelo suposto doente, mas tanto na unidade em que está lotado em Pimenta Bueno e na prefeitura a informação foi de que ele havia solicitado dispensa do trabalho “para tratar de assuntos particulares”.

A informação colhida em Pimenta Bueno é que a prefeitura não desautorizou o uso da ivermectina, e que também mantém o “kit covid” disponível para quem quiser utilizar, inclusive com campanhas de orientação a favor da distribuição.

Tanto o Conselho Federal de Medicina quanto o Conselho Regional já editaram resolução reafirmando a autonomia do médico para, com autorização do paciente ou de seus familiares ou responsáveis, fazer o tratamento com terapias e drogas alternativas quando não houver comprovação científica de medicamento para o problema que atinge o paciente.

O comportamento do médico de Pimenta Bueno parece mais permeado de convicção ideológica, para a qual não importa a verdade nem as vidas humanas. O objetivo é fazer o Brasil não dar certo.

SEM RESPOSTA

No início da tarde o expressaorondonia enviou questionamentos ao diretor do Conselho Federal de Medicina residente em Porto Velho, ao presidente do CRM, à Assessoria de Comunicação da Prefeitura e à Assessoria de Comunicação da Semusa, e até às 17h30 não havia resposta.

www.expressaorondonia.com.br



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