OSMAR VILHENA – Pioneiro da rádio comunicação faleceu hoje e deixa lacuna na história de Rondônia

PORTO VELHO – Depois de sessenta anos e muita contribuição para a História da Comunicação e a História política de Rondônia, o jornalista Osmar Costa de Vilhena, que faria 80 anos em novembro próximo, faleceu no início da manhã desta terça-feira, depois de uma parada cardíaca, após várias semanas internado vítima de covid em Porto Velho.

A confirmação do falecimento foi feita por sua filha Anita Vilhena, numa mensagem, emocionante, mas serena, em que lembrou a figura de Osmar como pai e chefe de família, destacando o legado deixado por ele, lembrando que “Deus nos prometeu a vida eterna, mas não a imortalidade”, aqui a referência certamente foi à “imortalidade terrena”.

O PIONEIRO

Osmar Vilhena chegou a Porto Velho em 1961, aos 20 anos e logo depois começou a trabalhar como locutor num serviço de auto-falantes que funcionava em frente ao porto da cidade, indo compor depois a Rádio Caiari, que estava sendo instalada naquele mesmo ano, e onde notabilizou-se por dois fatores, o primeiro a maneira fácil de se comunicar, num programa da Caiari, e a segunda pela maneira sempre tranquila, mesmo em momentos difíceis.

Vilhena também foi pioneiro na televisão rondoniense: em 1974, na efêmera vida da TV-Cultura, Vilhena, que já fazia programa de auditório na Caiari, ganhou um na TV, uma imitação do comandado por Chacrinha, que tinha suas “chacretes”. O programa de Vilhena tinha uma atração grande, as “osmaretes”.

A partir de setembro de 1974 Osmar Vilhena foi para a recém-inaugurada TV-Rondônia, onde atuou em várias funções, inclusive âncora do jornalismo e depois foi diretor da emissora, antes de sair e trabalhar na iniciativa privada.

Vilhena atuou como pastor evangélico, empresário, além de ocupar, no Governo Piana ocupou os cargos de diretor do extinto banco Beron.

VIDA POLÍTICA

Em 1972, filiado ao MDB, Osmar Vilhena tornou-se o recordista, até hoje, de votos em Rondônia: naquele ano obteve 2.500 votos na disputa para vereador, quando “puxou” mais quatro candidatos do partido, o que garantiu a maioria para a bancada emedebista no legislativo portovelhense.

Mas nem o fato de ter “feitos” os seus outros companheiros de bancada o livrou de um processo de cassação, com votos favoráveis à punição pelos quatro vereadores que ele havia sido responsável pela eleição.

Em 1986, num lance bizarro, Osmar Vilhena viu-se barrado na convenção do MDB para deputado estadual, sob alegação, conforme disse à época aos jornalistas que cobriam a convenção, de que ele seria “um já eleito e prejudicaria outros pretendentes”, mas disputou porque o empresário Antônio Teixeira, que apoiava financeiramente o partido, abriu a mão da vaga que ganhara mas só se Vilhena fosse o sucessor, foi aceito e com 4.500 votos Osmar foi eleito.

Como deputado estadual foi um dos que escreveram e aprovaram, em 1989, a segunda Constituição de Rondônia.

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