VILHENA – A pandemia do vírus redondo provocou mudanças e alterações comportamental na convivência em sociedade que talvez fique para sempre. Algumas pessoas, no entanto, parecem não ter compreendido essas novas regras de convivência e partem para a ignorância. Foi o que aconteceu, nesta terça-feira, no hospital Regional de Vilhena, quando a mãe de uma paciente da maternidade agrediu servidores que não permitiram o acesso dela ao centro cirúrgico.
Um vídeo gravado por alguém que estava no ambiente durante a confusão acabou caindo em grupos de whatsapp, viralizou e o caso terminou com o registro de uma ocorrência policial por agressão e desacato a servidor público em atividade.
Após viralizar nos grupos de WhatsApp e nas redes sociais o vídeo mostrando uma mulher atacando servidoras na recepção do Hospital Regional de Vilhena, a prefeitura enviou nota explicando o incidente, que aconteceu na manhã desta terça-feira, 9.
Veja o vídeo.
ABAIXO, A NOTA NA ÍNTEGRA
Neste período de pandemia, a gestante é acompanhada até o centro cirúrgico somente por um profissional de saúde, todos os acompanhantes, conforme decidido pela chefe do centro cirúrgico em conjunto com os obstetras, devem aguardar na recepção até o fim do trabalho de parto.
A filha da senhora do vídeo já havia entrado para consulta acompanhada de um profissional de saúde, mas a mãe quis entrar também. No entanto, em cumprimento a norma e a fim de evitar aglomerações no centro obstétrico, foi solicitado que a mãe aguardasse na recepção.
Ela se recusou, invadiu o hospital por local indevido, desacatou e agrediu uma servidora, desrespeitando as normas de segurança, gritando e falando sem máscara. A direção fez Boletim de Ocorrência e a servidora passou por exame de corpo de delito para constatar as lesões.
O Hospital explica que com a média de 10 a 20 grávidas sendo atendidas no local por dia, acrescentar ainda 10 ou 20 pessoas a mais, ao permitir um acompanhante por grávida geraria uma aglomeração grande para os padrões sanitários atuais da pandemia. Além disso, essa movimentação toda atrapalha até mesmo o fluxo de atendimento com macas e profissionais de saúde em frente ao centro cirúrgico.
No entanto, a direção do hospital lembra que a grávida não fica sozinha em nenhum momento. Em raros casos é aberta uma exceção apenas quando a gestante está passando muito mal. Aí equipe deixa um acompanhante levar a grávida até o centro cirúrgico e, então, o acompanhante volta para a recepção. Depois o acesso é permitido novamente após a gestante sair do centro cirúrgico e ir para o quarto, onde vai ficar junto de seu acompanhante se recuperando do parto.
As medidas são para garantir a saúde das grávidas, que são mais vulneráveis à covid-19.
Fonte: Folha do sul










