PORTO VELHO – Será ainda restos dos tempos do Território? Ou falta vontade dos nossos sucessivos prefeitos, baseados na omissão constante dos responsáveis pela fiscalização de seus atos, os vereadores? Uma coisa ou outra, talvez nenhuma, mas o certo é que, mesmo sendo capital do Estado, a prefeitura de Porto Velho nunca trabalhou um planejamento para a construção de um hospital municipal.
Nas campanhas eleitorais qualquer candidato, com chances zero de ganhar a disputa, ou com boas chances de chegar lá, quando perguntados a respeito da saúde municipal falam de tudo, e às vezes até de um hospital, mas, eleito, esse item sai de linha para ser esquecido – às vezes nem até a próxima campanha.
Em Porto Velho, tem uma unidade hospitalar municipal, a maternidade, mas isso é uma parte menor quando se observa o todo, e uma explicação pode ser resumida numa única frase: nenhum prefeito quer assumir a responsabilidade, porque o custo financeiro para manter um hospital é alto.
Mas se é alto, qual a explicação que municípios menores em termos orçamentários, mantenham hospitais municipais, casos de Jaru e Ariquemes, Rolim de Moura, Ouro Preto do Oeste, Vilhena, Pimenta Bueno, enfim, todas as principais cidades do interior, por exemplo.
NEM PENSAR
Um ex-secretário municipal de Saúde, disse ao expressaorondonia que quando esteve no cargo, em Porto Velho, tentou algumas vezes discutir a proposta, e não conseguiu. E lembrou um dado a mais: segundo ele, todos os municípios têm um pronto-socorro. O de Porto Velho é o João Paulo II, que pertence ao Governo do Estado e recebe pacientes em estado grave de todos os municípios.
O João Paulo, da rede estadual, é sempre sobrecarregado, porque além de receber doentes de todos os tipos de ocorrência nas ruas da capital, ainda abriga os venham de outros municípios. E até do Amazonas.
Em alguns bairros da capital funcionam Unidades Básicas de Saúde, mas essas UBS não têm condições de atender casos um pouco mais difíceis e o resultado é a sobrecarga das constantes chegadas, em ambulâncias ou veículos diversos, ao João Paulo, de mais pacientes.

O que obriga a acontecer uma espécie da velha máxima de que o “coração de mãe sempre cabe mais um”, e com isso o problema de saúde pública que já é difícil ainda que haja uma estrutura melhor de acolhimento, fica mais difícil para uma cidade que já está próxima a 600 mil habitantes, e sem esperanças de solução mais próxima.
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Fotos: Arquivo e internet\google










